Após o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), ofender a jornalista Driele Veiga, da TV Aratu, o governador da Bahia, Rui Costa, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), e outras personalidades do mundo político saíram em defesa da profissional de comunicação.
Às margens da BR-101, onde entregou 26 quilômetros de duplicação entre Feira de Santana (BA) e divisa do estado da Bahia com Sergipe, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), chamou de “idiota” a jornalista do SBT, após ela questionar se ele não acha negativo posar do lado de uma foto CPF Cancelado enquanto o país caminha para alcançar 400 mil mortos pela Covid-19. A foto referida pelo presidente foi tirada durante visita a um programa de TV do Amazonas.

Rui Costa citou também críticas feitas a governadores e prefeitos pelo chefe do executivo federal e destacou: “a imprensa é um pilar fundamental da democracia. Tem que ser preservada e defendida”.
O presidente do Democratas cobrou compreensão e respeito ao papel da imprensa pelo presidente da República.
A deputada federal Alice Portugal (PCdoB) cita aglomeração e deboche de Bolsonaro.
O deputado estadual Alex Lima (PSB) destaca que o presidente da República não deseja uma imprensa livre.
A líder do Oposição na Câmara Municipal de Salvador cita atitudes incoerentes e postura inaceitável do presidente da República.
A deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA), que integra a Procuradoria da Mulher na Câmara, afirmou que a ofensa do presidente Jair Bolsonaro à jornalista Driele Veiga, da TV Aratu, só ratifica a falta de preparo que ele tem para a função que exerce.
De acordo com Lídice, essa é uma prática contumaz dele e dos seus apoiadores de ofender e agredir verbalmente jornalistas: “Isso ele traz desde os tempos de deputado. É comum dos covardes responder perguntas desagradáveis com agressões”.
A deputada do PSB ressalta que é função do jornalista questionar o Poder Público e é obrigação do agente do Estado responder.
“É por conta uma liderança tão frágil que o Brasil perde a cada dia o seu protagonismo no mundo e torna-se um pária internacional”, criticou Lídice.
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