Waldenor Pereira diz que PT, PP e PSD seguirão juntos e que ACM Neto estará com Bolsonaro em 22

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O deputado federal Waldenor Pereira (PT) afirmou que o ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, deve caminhar ao lado do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em 2022.

“O candidato Neto, neste momento, ele é um amigo do Bolsonaro, embora ele negue essa proximidade, em razão da baixa popularidade, ele se afaste, mas deu provas em várias oportunidades dessa aliança. E sendo o Lula candidato a presidente do Brasil e se estabelecendo essa polarização, não terá outra alternativa, a não ser se aliar ao governo Bolsonaro. Acho muito difícil que se crie uma candidatura de terceira via”, pontuou Pereira ao BNews.

O petista acredita que o arco de aliança que faz a gestão do governo do estado há 15 anos, formado pelo PP (Partido Progressista), PSD (Partido Social Democrático) e Partido dos Trabalhadores (PT) deve ser mantido até lá: “Eu acho que não existe essa possibilidade. Essa aliança entre PT, PP, PSD, PSB, dentre outros partidos se consolidou muito com Wagner e Rui Costa. Hoje há um reconhecimento estadual e nacional como gestões de excelência, e o PP, naturalmente, faz parte. Acho que, dificilmente, o PP abriria mão de uma aliança exitosa do ponto de vista político”.

Waldenor Pereira convidou o delegado Alexandre Saraiva, ex-comandante da PF no Amazonas, para prestar esclarecimento na Câmara sobre denúncias de que o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, estava utilizando do cargo e de sua influência para liberar apreensões e dificultar ações de fiscalização.

“Nossa expectativa é que, de fato, um delegado da PF, responsável, inclusive, pela coordenação da proteção do meio ambiente na Amazônia, ele irá, pelo visto, confirmar que o ministro Ricardo Salles visitou aquela apreensão de madeiras com a clara intenção de liberar madeiras para os fazendeiros que a retiraram ilegalmente. A presença do delegado vai, de fato, confirmar com provas inequívocas que o ministro do Meio Ambiente precarizou, trabalhou em favor dos fazendeiros. Vai confirmar o que o ministro já havia anunciado naquela fatídica reunião ministerial: vai passar a boiada”, indicou o deputado federal do PT ao BNews.

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