A vereadora e líder da Oposição na Câmara Municipal, Marta Rodrigues (PT), classificou como “infeliz” a fala do prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), dita durante coletiva virtual na manhã desta sexta-feira (23), quando anunciou o retorno das aulas de forma semipresencial.
O prefeito disse que os profissionais da rede municipal de educação são “os únicos servidores públicos que não estão trabalhando”.
Marta sinalizou que argumento do prefeito “invisibiliza o trabalho que vem sendo feito continuamente e presencialmente por porteiros, vigilantes e profissionais da limpeza, por exemplo, para a manutenção das escolas durante este período”. E cobrou de Bruno Reis “respeito com professoras e professores”. Sugeriu que “no lugar de usar um tom autoritário e desrespeitoso”, o chefe do executivo da capital da Bahia “deveria buscar aumentar o diálogo com a classe e se voltar a outras questões que envolvem a retomada das aulas, como a crise no transporte público”.
“O prefeito parece desconhecer a realidade da rede de ensino, cuja secretaria municipal já informou, inclusive, como tem se dado o ano letivo e o cronograma estabelecido para o formato remoto. Muito desrespeitoso o tom do prefeito com a categoria, entre professores, coordenadores, diretores, que desde o ano passado tem se desdobrado para pensar novas formas de educação, pensando novos planos pedagógicos, dando aula de forma remota. Além disso, existem professores de diversas idades, e toda uma rede de trabalhadores, como merendeiras, funcionários de limpeza, vigilantes, agentes de desenvolvimento, dentre outros”, destacou Marta.
Em ofício enviado à Secretaria Municipal de Educação, Marta questionou o protocolo de adaptação das unidades escolares, descrição das intervenções e investimento total em infraestrutura na rede básica de educação para adequar a unidade escolar com o protocolo sanitário do retorno, além das diretrizes pedagógicas: “Enviamos o ofício e não obtivemos as respostas. “A categoria é extensa e diversa em suas idades. Tudo tem que acontecer com muita estratégia para não colocar, em hipótese alguma, colocar vidas em risco, dos profissionais, dos alunos e das famílias” disse.



