A Diretoria do SINDJUFE/BA (Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal na Bahia) emitou uma nota acusando de assédio moral o Juiz da Subseção Judiciária de Eunápolis, Pablo Enrique Carneiro Baldivieso, por exigir o trabalho de forma presencial em meio ao crescimento de casos da Covid-19 na Bahia, fato que, segundo o sindicato, “tem gerado adoecimento nos trabalhadores que vêm colocando as suas vidas em risco”.
“A despeito da alarmante crise epidemiológica, que assola o Brasil, cada dia mais agravada e marcada por recordes de mais de 4.000 mortes por dia e mais de 300.000 mortes, desde o início da crise, Pablo Baldivieso tem obrigado os trabalhadores daquela unidade a executarem, presencialmente, as suas atividades, convocando, para este mister, inclusive servidores pertencentes ao grupo de risco para a Covid-19. Tais procedimentos afrontam as recomendações sanitárias municipais, estaduais, federais, da Organização Mundial de Saúde e até mesmo a PORTARIA PRESI – 3/202, oriunda da presidência do TRF-1”, diz o SINDIJUFE em nota
O sindicato dos trabalhadores do poder judiciário alega que: “o assédio praticado pelo Magistrado não é fato novo ou isolado, pois, desde o início da pandemia, ele obriga os trabalhadores a lidarem com processos físicos não urgentes, expondo-os, bem como aos seus co-residentes a riscos de contaminação. Soma-se a isso, a imposição de metas irrealizáveis, promovendo jornadas de trabalho extenuantes”.
A órgão de classe nada lembra no comunicado enviado à imprensa que o ato do juiz ocorre em “um contexto no qual o TRF-1 retornou ao regime de Plantão Extraordinário, privilegiando a execução de atividades por meio remoto e restringindo a execução de atividades presenciais estritamente para os casos urgentes”.
O sindicato diz que o ato do juiz de Eunápolis, de impor produtividade presencial, tem “o objetivo de conquistar O SELO DIAMANTE, às custas e nas costas dos trabalhadores, não será mais tolerado por nós” e cobra o fim dos “práticas de desrespeito à vida e à saúde dos trabalhadores da Subseção Judiciária de Eunápolis, que tornam o ambiente de trabalho inseguro e insalubre”.



