O ex-governador do Ceará e ex-ministro da Integração Nacional do Governo Lula, Ciro Gomes (PDT), fez duras críticas ao ex-presidente petista, quem classifica como um espantalho político e que, ao tentar se candidatar novamente, presta um desserviço ao país ao ser um fator de ódio.
“E o Lula hoje é muito mais um espantalho, que no imaginário de um partido, imagina-se o seguinte: que a grande questão hoje é remover o Bolsonaro. Então quem parece mais viável para remover o Bolsonaro é o Lula. Neste caso, nós devemos engolir, devemos fechar os olhos, botar o dedo no nariz, e votar no Lula, porque tudo que importa é tirar o Bolsonaro. Olha, eu luto muito para que o país tenha uma ocasião de se reconciliar. E o Lula é um fator de ódio. Isso não é justo. Então é um desserviço ao país a candidatura do Lula”, destacou Gomes.
O ex-governador, virtual candidato à presidência em 2022, disse que “Lula devia sair da disputa eleitoral e se colocar com a responsabilidade de um ex-presidente que foi muito querido pelo povo em um discurso de unidade do país”.
Ele classificou que ato do ex-presidente é “só oportunismo, é só molecagem, é só egoísmo, é só projeto pessoal”, e prometeu “enfrentá-lo”.
Bolsonaro
O pedetista culpou Jair Bolsonaro pelas mortes provocada pelo descontrole da pandemia do coronavírus no Brasil. O país caminha para 400 mil mortos. Ele acredita que o presidente da República será responsabilizado através da CPI da Covid: “Vai, sem nenhuma dúvida. Vai ser responsabilizado porque ficará muito flagrante. Bolsonaro é responsável pelo excesso de mortes que nós estamos vivendo”.
Ao ser questionado sobre os ataques do chefe do executivo federal ao STF (Supremo Tribunal Federal), Ciro disse que é ataque de “cachorro desdentado” e definiu o presidente como um “frouxo”.
“O Bolsonaro é um cachorro desdentado. Sabe? Cachorro desdentado, quando é acuado, ele rosna, faz de conta que vai morder, mas na verdade é um frouxo e não morde ninguém. Então ele tem feito ciclicamente essa tentativa e produz um terror, dá um argumento para essa decrescente base amalucada dele, mas um dia uma parte importante da base dele vai embora, porque está vendo que o Bolsonaro, enfim, ao invés de ser solução, é um criador de problemas”, criticou Ciro.
O pedetista destacou que está com tratativas com ACM Neto, presidente nacional do Democratas, de olho em um possível pacto de centro para 2022.
“Eu estou tendo com vários quadros da vida brasileira, entre eles o ACM Neto, e tem muita convergência nesse diagnóstico. A partir daí, o seguinte, como é que é isso? É quem for mais viável, é quem tiver mais capacidade de mobilizar a população para construir uma alternativa fora do ódio, fora da radicalização mesquinha que despolitizou a vida brasileira, então. E eu me coloco. Então eu não veto ninguém e também não me imponho. E a grande questão é o programa. No mesmo sentido estou conversando com o DEM, e para nós não é difícil fazer. Acabamos de fazer uma aliança em Salvador, em que o meu partido indicou a vice, e ganhamos no primeiro turno. Isso é a base de uma aliança que o povo legitima”, destacou Ciro Gomes ao A Tarde.
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