O ex-deputado federal e atual conselheiro da Itaipu Binacional, José Carlos Aleluia (DEM), revelou ao Tribuna da Bahia que será candidato a deputado federal ou a majoritária nas eleições de 2022.
Ele não garantiu que sua candidatura será ao lado na majoritária encabeçada pelo presidente nacional do DEM, ACM Neto: “É uma hipótese apenas. Eu continuo amigo de Neto, gosto dele, tenho uma relação boa com ele. Mas política é outra coisa. Na eleição passada, as coisas foram muito mal montadas. Prejudicou todo mundo do grupo. Foi uma decisão dele. Não foi de uma outra pessoa”.
Ele aponta que em 2022, na Bahia, o campo da direita poderá ter pode ter mais de uma candidatura ao governo do estado. Ele coloca entre os cotados o ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), o seu filho, o vereador Alexandre Aleluia (DEM) ou a médica Raissa Soares, conhecida como doutora Cloroquina.
Ele aponta que o pleito presidencial deve ser uma polarização entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Hoje cada dia mais se consolida uma eleição entre Bolsonaro e Lula. Está claro que isso não é matemático, mas é uma tendência muito forte. Tudo é possível (ao falar de uma terceira via), mas acho que ficou muito apertado, porque Lula cresceu muito, e a tendência é Bolsonaro recuperar depois da pandemia”, destacou Aleluia.
José Carlos Aleluia (DEM-BA) é suspeito de receber R$ 300 mil via caixa dois nas eleições de 2010, além de doação legal de R$ 280 mil nas eleições de 2014, segundo inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com os delatores José Carvalho Filho e Cláudio Melo Filho, além dos R$ 300 mil recebidos em 2010 e dos R$ 280 mil em 2014, Aleluia se comprometeu a assumir na Câmara posições favoráveis ao Grupo Odebrecht.



