Os governadores da Bahia, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Paraná participaram de uma live da Superagro, seminário da revista exame, na tarde desta quinta-feira (8).
Questionados sobre o caminho para recuperar a imagem do meio ambiente brasileiro no mundo, o governador Rui Costa (PT) evitou dar nomes aos culpados, mas citou que problemas são causados pela falta de responsabilidade e declarações infelizes dadas pelo governo central, em referência ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).
Ele também criticou de forma indireta o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, criticando quem de “forma desastrosas” atuam no “sentido de não respeitar a lei ambiental e o marco legal ambiental”.
“É preciso ter responsabilidade, e não só no trato direto com o meio ambiente, mas também na comunicação e na mensagem que você passa para o público interno e externo. Eu acho que parte do desgaste que a economia brasileira, que a imagem do país sofre, e que o meio ambiente sofre, é em função de muitas declarações infelizes dadas pelo governo central, e que na minha opinião correu a imagem do agronegócio que tem trabalhado bastante. É evidente, o comportamento inadequado e até se a gente quiser classificar de irresponsável, daqueles que de forma desastrosas atuam no sentido de não respeitar a lei ambiental e o marco legal ambiental”, avaliou Costa.
Diferente do governador da Bahia, Eduardo Leite (PSDB), chefe do executivo do Rio Grande do Sul, disse que só tem um modo de melhorar a imagem do país no exterior: trocando o presidente da República.
“Para mim só tem uma resposta, mudar o presidente da República, porque não adianta mudar ministro, mudar outra coisa, é o presidente o problema. O presidente é um problema gravíssimo, ele não aprende e nem quer aprender, nem se dispõem a mudar sua postura, veja o caso da pandemia, mandou o ministro da Saúde e ontem estava o presidente provocando aglomeração, exaltando cloroquina e coisas que não são comprovadas, e atacando governadores e prefeitos. É uma tensão constante, agressões constantes, agressão aos parceiros internacionais do país”, criticou Leite.
O chefe do executivo do RS avalia que “enquanto a gente não consegue mudar o presidente”, já que “vai levar um tempo para isso acontecer, temos um processo eleitoral no ano que vem”, os governadores tem que “trabalhar dentro da lógica institucional, em que os estados demonstrem com clareza nas suas relações as boas iniciativas”.
O governador do Mato Grosso do Sul, Mauro Medes (DEM), foi outro que reclamou da postura de Bolsonaro e de Ricardo Salles, sem citá-los.: “Acusando ou contragolpeando vamos perder essa guerra da comunicação, porque o discurso anti meio ambiente não convence ninguém, nem dentro do país e nem fora dele”.



