O governador da Bahia, Rui Costa (PT), fez coro para que o candidato do seu partido na corrida eleitoral pela presidência da República, em 2022, seja o ex-presidente Lula, que comandou o país de 2002 a 2010.
Questionado durante entrevista à Rádio Bandnews, na manhã desta terça-feira (6), se o PT (Partido dos Trabalhadores) deve lançar Lula, ele foi enfático ao dizer que o ex-chefe do executivo federal é o nome da pacificação.
“Se depender da minha opinião, sim; o Lula tem todas condições de voltar a ser presidente. O Brasil está precisando de paz, alguém que una o país novamente. E me perguntam: Lula trará paz? Basta olhar o período em que foi presidente”, destacou Costa, que finaliza falando do Relatório BM (Banco Mundial) que aponta que nos governos petistas o Brasil viveu uma “Década de Ouro”.
Lula era réu condenado até março de 2021, quando o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, cinco anos depois, reconheceu que o foro de Curitiba, onde estava localizado o núcleo nervoso da Lava Jato, composto por sua principal força-tarefa e pelo ex-juiz Sérgio Moro, não era competente para tratar de todo e qualquer assunto relacionado à Petrobras, e anulou o processo no Paraná, transferindo as ações contra Lula para Justiça Federal do DF (Distrito Federal).
O governador da Bahia criticou o que chamou de aparelhamento da justiça por parte de alguns juízes e promotores, em referência à Lava Jato.
“Sou defensor da lei, quem errou que pague; a democracia só fica de pé se tiver justiça. Tem que ser independente, não pode ser uma justiça para negro e outra para branco, uma para pobre outra para rico, para o partido A e outra para o partido B. A justiça tem que ser isenta, tudo que não houve foi isenção [no processo de Lula]. Houve um aparelhamento por parte de um juiz e de alguns promotores, da justiça, do sistema judicial para perseguir judicialmente alguém que tinha uma força eleitoral grande”, destacou Costa.



