“Eu não sou homem de ter medo de ameaça, estou cumprindo a lei”

Coronel

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O senador e presidente da CPMI das Fake News, Angelo Coronel (PSD), ressaltou que as informações da comissão só serão repassadas para órgãos de controle e enviados à imprensa após o relatório ser concluído e apreciado pelos membros.

A afirmação de Coronel é uma resposta à notícia divulgada pelo colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim, que afirma que “o MPE (Ministério Público Eleitoral) ameaça processar o presidente da CPI das Fake News, Angelo Coronel, caso ele não encaminhe cópias de documentos sigilosos em posse do colegiado”.

“O Ministério Público sabe muito bem o que ocorre quando se trata de sigilo de dados, principalmente quando são de investigados pela CPMI. Só posso divulgar informações para imprensa e para o próprio MPE após o relatório final ser votado na comissão, antes disso nenhum documento sigiloso pode ser vazado. A CPMI tem o mesmo papel fiscalizatório de uma PF (Polícia Federal) e de um MP (Ministério Público), e eles sabem muito bem o que é sigilo que deve ser preservado”, destacou Coronel ao OFF News.

Segundo Lauro Jardim, um ofício foi de advertência foi enviado pelo vice-procurador-geral eleitoral, Renato Brill, após a CPMI negar por duas vezes o repasse de informações sigilosas ao MPE.

“Brill quer os documentos para a investigação sobre disparo de mensagens falsas em massa pela campanha de Jair Bolsonaro. Na lista de pedidos, há material entregue por Joice Hasselmann e Alexandre Frota”, diz Lauro Jardim.

Coronel não teme processo e reforça estar agindo dentro da legalidade.

“Eu não sou homem de ter medo de ameaça, não importa de onde parta, e estou cumprindo os ditames da lei. Se a CPI tem documentos sigilosos, eles ficarão sob sigilo. Se eu for processado, procurarei me defender e caberá à Justiça decidir”, destacou Coronel.

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