Indicação do PL para o FNDE tentou fraudar R$ 150 mi, diz revista

MEC

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O apadrinhado do ex-deputado Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, e nomeado para o comando da Diretoria de Tecnologia, do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), em maio de 2020, Paulo Roberto Ramalho é suspeito de liberar 150 milhões de reais para uma faculdade privada de São Paulo, sem ter autorização e nem poder formal para isso.

“No início do mês, a auditora do Tesouro Nacional Renata D’Aguiar denunciou ao presidente do FNDE, Marcelo Lopes da Ponte, que Ramalho, oficialmente responsável por assuntos relacionados a computadores e redes de internet, cruzou a sua área de competência para favorecer o repasse à faculdade paulista Uniesp. O dinheiro foi liberado, disse Renata a VEJA, mesmo diante da constatação de irregularidades e de inconsistências em documentos que impediam o pagamento”, diz trecho da reportagem da Veja.

O pagamento foi interceptado a tempo. Antes de formalizar a denúncia, porém, a auditora foi demitida, acusada de fazer parte de uma quadrilha que vendeu testes falsos contra a Covid ao governo do Distrito Federal. Ela nega as acusações.

“A auditora conta que procurou o presidente do FNDE — indicado ao cargo pelo presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira –,  para denunciar o que seria, segundo ela, um novo escândalo no governo. Renata  diz que já sabia que Paulo Roberto representava os interesses de Valdemar Costa Neto no  Ministério da Educação.  “O Paulo dizia aos quatro ventos no FNDE que o Valdemar era o chefe dele. Essa Uniesp tem um monte de rolo”

rEVISTA VEJA

Em junho de 2020, a Justiça Federal de São Paulo bloqueou R$ 2 bilhões em bens e imóveis dos empresários José Fernando Pinto da Costa e Sthefano Bruno Pinto da Costa, diretores do grupo Uniesp, por fraudes envolvendo o pagamento de parcelas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A decisão foi tomada no âmbito de ação civil pública do Ministério público Federal para ressarcir prejuízos à União pelo programa ‘Uniesp Paga’, criado pela universidade privada para atrair alunos com a proposta de ensino superior em troca de trabalho voluntário.

Procurado pela Veja, o MEC foi evasivo: “O Ministério da Educação reforça que processos relacionados a pagamentos de mantenedoras e Instituições de Ensino Superior são de competência da Diretoria de Gestão de Fundos e Benefício, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Destacamos que o assunto questionado está sendo tratado no âmbito da Procuradoria Federal, junto à própria instituição.”

O ex-deputado Valdemar Costa Neto pediu que as perguntas fossem enviadas por escrito, mas não houve resposta. O diretor de Tecnologia do FNDE  e a Uniesp também não quiseram se manifestar.

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