Centrão tem briga interna por cargos de 68 mil do BB

Fausto

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Como forma de pagamento pela blindagem política dado pelo Centrão, o presidente Jair Bolsonaro deverá dar o aval para entrega de cargos pomposos do BB (Banco do Brasil).

Diz reportagem da Veja:

“Depois da troca do presidente, cogita-se que cinco das sete cadeiras de vice-presidentes do conselho diretor do BB estão sendo avidamente disputadas pelo centrão e por aliados da família Bolsonaro. A remuneração do ocupante é de 61.564,83 reais, um valor que pode dobrar com a remuneração variável. O novo presidente, Fausto de Andrade Ribeiro, terá um salário de 68.781,66 reais – que também pode dobrar”

De acordo com fontes ouvidas pela revista semanal, que atuam no banco há décadas, a briga pelos cargos forte e se dá entre peixes grandes da política e do Centrão.

“Durante os governos anteriores, a quantidade de cadeiras presenteadas a aliados políticos variava de uma a três. Sabia-se internamente que a vice-presidência de governo e de agronegócio, por exemplo, já tinham um destino político. Dessa forma, ficavam preservadas as outras cadeiras mais concentradas nos negócios do banco propriamente ditos”, disse o funcionário do BB sob anonimato.

A tendência é que com Fausto Ribeiro no comando, substituindo André Brandão, o número de cargos da diretoria à disposição de indicações política cresça, o que pode afetar o desempenho do banco de economia mista e sua credibilidade.

“Atualmente, os vice-presidentes que mais possuem estabilidade na camada de diretoria são Carlos Motta, de negócios e varejo, e Mauro Ribeiro Neto, corporativo. Motta teve indicação política e é o líder da rede de varejo do banco. Já Ribeiro Neto tem bom trânsito no Ministério da Economia e é reconhecido pelo bom trabalho que estaria fazendo no enxugamento de custos do banco.

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