Libertadores: lista dos campeões e curiosidades históricas

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O troféu da Libertadores no gramado do Maracanã

Palmeiras e Santos se enfrentam neste sábado (30), às 17h, no Maracanã, numa final de Copa Libertadores que é única não porque será disputada em uma partida só, mas principalmente pela palavra que acompanha o mundo há quase um ano: pandemia.

Por causa do novo coronavírus, a maior parte do principal torneio de futebol da América do Sul foi disputada sem torcida nos estádios – inclusive a decisão será assim – e com sucessivos desfalques nos times provocados pela covid-19, além de ter invadido o ano de 2021.

Em meio aos percalços, o futebol brasileiro sairá fortalecido quando um dos rivais paulistas erguer a taça no Rio de Janeiro. Será a 20ª conquista do país, que diminuirá a diferença para os argentinos, donos de 25 troféus. A distância é grande para o tradicional futebol uruguaio, que tem oito títulos e aparece em 3º lugar neste ranking que inclui ainda Colômbia, Paraguai (3 cada), Chile e Equador (1 cada). Esta é a 61ª edição da Libertadores, disputada pela primeira vez em 1960.

Os 25 times que já conquistaram a Libertadores e quantas troféus de cada
(Foto: Conmebol/Divulgação)

Único tetra?

O Brasil, por sinal, é quem tem mais clubes na galeria de campeões: 10 ao todo. E a final deste sábado pode colocar o Santos em destaque nesse quesito. Em busca do seu quarto título, o Peixe tem a chance de se desgarrar de São Paulo e Grêmio, também tricampeões, e se tornar o único brasileiro tetra. A equipe que hoje tem como expoentes Marinho e Soteldo busca repetir as glórias atingidas em 1962, 1963, ambas na geração de Pelé, e 2011, esta capitaneada por Neymar.

Ainda assim, o time brasileiro ficaria longe do Independiente, heptacampeão e recordista do torneio. Também argentino, o Boca Juniors é dono de seis taças. Se tiver êxito, o Santos se igualará a River Plate e Estudiantes e ficará a uma conquista do uruguaio Peñarol, único penta.

Para o Palmeiras, o bicampeonato colocaria o clube na segunda prateleira entre os brasileiros campeões da Libertadores, alcançando Flamengo, Internacional e Cruzeiro. Fora esse trio, só o colombiano Atlético Nacional tem dois títulos.

Times brasileiros que já ganharam a Libertadores e a quantidades de títulos
(Foto: Conmebol/Divulgação)

Quinta final de cada

Apesar da vantagem santista, curiosamente os dois clubes têm a mesma quantidade de finais no currículo. Esta é a quinta, e a primeira em que se enfrentam.

Campeão somente com a geração de Marcos e Alex em 1999 diante do Deportivo Cali, da Colômbia, o Palmeiras amargou o vice em 1961, 1968 e 2000. Por ordem, perdeu para Peñarol, Estudiantes e Boca Juniors.

Já o Santos, além do citado tri, foi vice em 2003. E nas quatro finais, sempre teve pela frente o Boca Juniors (1963 e 2003) ou o Peñarol (1962 e 2011).

Templo do futebol

Apesar de receber em 2021 a primeira final entre clubes brasileiros, o Maracanã já foi palco de outras três decisões de Libertadores. Em 1963 o Santos venceu o Boca Juniors por 3×2 no jogo de ida e ficou com o título após ganhar por 2×1 na Bombonera. Destaque para Coutinho, autor de dois gols no Rio e um na Argentina. Lima e Pelé também marcaram; Sanfilippo fez os três do Boca.

O Flamengo repetiu a dose em 1981, batendo o Cobreloa por 2×1 com dois gols de Zico na primeira partida. Como o time chileno ganhou no Estádio Nacional de Santiago por 1×0, a taça só seria conquistada após o jogo desempate, no Centenário, em Montevidéu, onde brilhou novamente a estrela de Zico, autor dos dois gols no 2×0.

Já em 2008 o Fluminense venceu a LDU no Maracanã por 3×1 no jogo de volta, mas acabou derrotado nos pênaltis – o time carioca tinha perdido no Casablanca, em Quito, por 4×2.

Camisas de Santos e Palmeiras atrás de um dos gols do Maracanã
(Foto: Conmebol/Divulgação)

Conterrâeos na decisão

Uma decisão entre times do mesmo país é rara, apenas a quarta vez na história e a terceira envolvendo brasileiros. O São Paulo comemorou seu tri diante do Athletico-PR em 2005 e o Internacional foi campeão diante do tricolor paulista em 2006.

Essa sequência fez a Conmebol proibir finais entre conterrâneos a partir do ano seguinte, forçando no regulamento que confrontos do tipo ocorressem no máximo nas semifinais. A medida durou até 2016.

Em 2018 aconteceu o terceiro caso: River Plate e Boca Juniors decidiram a competição, que terminou com título do River em uma ocasião que entrou pra história devido ao ineditismo da partida de volta ter sido disputada em Madri, na Espanha – depois de torcedores do River atacarem o ônibus do Boca no caminho para o estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires.

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