Um parto ocorrido no meio da Avenida Luiz Viana Filho, a Paralela, chamou atenção de curiosos que passavam pela avenida. A cena incomum teve como personagens principais Joseane, a mãe, e Benjamin, o bebê que nasceu dentro do carro do pai, em uma das mais movimentadas avenidas de Salvador. Mas a dupla contou com o apoio fundamental da médica Mayara Cintia, que foi quem fez o parto do bebê.
“Foi inusitado porque tínhamos saído para um atendimento em home care, quando fomos chamados pela Polícia Militar para prestar esse atendimento”, relembra a médica.
A chegada de Benjamin não estava prevista para hoje, mas Joseane amanheceu com dores e decidiu ir ao hospital. Acompanhada do marido Luiz Henrique e de uma prima, Leilane, ela tentou atendimento no Hospital Roberto Santos, sem sucesso, e tentava chegar na Mansão do Caminho, no bairro de Pau da Lima. No entanto, faltou gasolina no carro do esposo. Enquanto Luiz Henrique seguiu andando para um posto de gasolina em busca combustível, Leilane pediu ajuda da Polícia Militar, que solicitou apoio da ambulância de atendimento particular, onde estava a médica Mayara Cintia.
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| Ambulância onde estava a médica Mayara Cintia atendeu pedido da PM para ajudar no parto (Reprodução/Rede Bahia) |
“Foi muito emocionante, apesar da tensão do momento, porque tudo o que Joseane queria era justamente um assistência. O bebê já estava saindo, então terminamos de fazer o parto, fizemos o corte do cordão umbilical, toda assistência do recém-nascido, até aguardar a chegada do SAMU para removê-los. Foi muito bonito porque Joseana estava feliz, apesar da situação, porque ela queria justamente uma assistência. A emoção de todos, de Joseane, do pai, da prima que estava com eles. Joseana estava bem calma na situação. Foi bem legal”, contou Mayara ao Correio.
Acostumada a lidar nos últimos meses com o drama da pandemia de coronavírus, a médica disse ter visto no nascimento de Benjamin um bom presságio. “Foi uma dose de esperança. Diante de tantas mortes e situações que a gente tem vivido com essa pandemia. A gente entende nesses momentos, que o nosso serviço é tão importante e nos traz esperança. Esse serviço de acolher, de dar a vida, de cuidar, isso é muito legal. Ver a mãe pegando a criança no colo e botando pra mamar foi a coisa mais que eu podia ver”
Joseane e Benjamin foram levados pelo SAMU para a Maternidade do IPERBA, no bairro de Brotas e passam bem. Sobre a negativa do atendimento no Hospital Roberto Santos, a Secretaria Estadual de Saúde disse por meio de nota que a unidade só atende gestantes de alto risco e que chegam no hospital através do sistema de Regulação da secretaria.




