Muito já se ouviu falar de compras em brechós, principalmente entre aquele público mais consciente que sabe da necessidade de investir em um consumo mais sustentável, uma vez que a indústria da moda só perde para a do petróleo no quesito impacto ambiental. Mas o fato é que o comércio de roupas de segunda mão deu uma grande guinada nessa pandemia e a valorização do comércio eletrônico acabou alavancando as vendas de produtos usados nas redes sociais. Nós – essa dupla que vos escreve – temos um negócio desse tipo, e rapidamente, nos tornamos empreendedores nessa quarentena vendo os produtos, muitas vezes esquecidos, sumirem das araras. Daí, surgiu a necessidade de fazer um rolé virtual e listar brechós incríveis, que não necessariamente precisam estar localizados na nossa cidade, já que a pandemia literalmente acabou com essas barreiras, tornando o comércio online o novo normal. Fizemos um catado fashion bem mara no Instagram. Confira!
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Brechó da Betty possui curadoria fashion da editora de moda Paula Magalhães e do produtor de moda Leo Amaral (foto: Leo Amaral) |
Brechó da Betty (@brechodabetty)
Esse primeirão da lista é o nosso brechó, que devido à pandemia, virou online. Sempre tivemos a vontade de fazer com que as peças circulassem, ganhassem vidas em outros corpos, e que assim pudessem contar novas histórias, ao invés de serem simplesmente descartadas. Vendemos itens dos nossos acervos – dos respectivos armários de Leo Amaral e Paula Magalhães – e também, como brechozeiros que somos, garimpamos relíquias de outros tempos, bem como tudo aquilo capaz de atrair nossos olhares, seja da época que for. Os preços são os grandes atrativos, pois a ideia é que a roupa realmente ache um novo dono.
New Division Shop @newdivisionshop
Com a ideia de fomentar uma moda consciente e reunir marcas dos anos 80 e 90 que acabaram caindo no esquecimento, Fabio Bechepeche idealizou um projeto de moda brasileira, que resgata a história dessas relíquias de época através de um garimpo autêntico de brands como Company, Bee, Dimpus, Yes Brazil ,Pakalolo, entre outras, que já não existem mais, mas que contam a história da moda do nosso país. Assim, quem vai no insta faz uma viagem no tempo através do acervo precioso e de vídeos que ele costuma postar relembrando criadores, propagandas desse tempo que não volta. “ Criei o canal para vender peças que tinha, porque morei anos fora do Brasil. Mas depois de uma conversa com um amigo que tinha um acervo raro, em 2018, surgiu a necessidade de criar algo maior, um projeto de resgate da moda feita no Brasil”, explica Fábio. Os preços são honestos, quando pensamos nas re- ferências de um vintage autêntico. Um sobretudo da Triton, ainda com CGC, custa R$ 289.
Winona @winona_winona_
O brechó se destaca pela curadoria incrível, praticamente todas as peças são vintage ( de antes dos anos 2000) com preço bem justo. Por exemplo, uma bermuda ciclista da Ellus dos anos 90 (ainda com CGC) custa R$ 78. A fundadora Janaina Cavalli (@janacavalli)queria uma plataforma que pudesse divulgar o seu trabalho como fotógrafa e stylist, além dos seus achados preciosos . “O foco não é na quantidade de peças, mas na qualidade, enfatizando sempre a informação de moda”, explica. O nome também é uma jogada de mestre, uma homenagem à atriz Winona Ryder. “Como não é só um brechó, busquei um título que pudesse abarcar mais coisas, quase como um alter ego. Li que a atriz sempre fez papéis que ela acreditava, sem se influenciar pelas ondas do mercado. Aqui, funciona exatamente assim: faço o que quero. Sou só eu”, diz. A gente agradece Winona.
Fruebrecho @fruebrecho
Esse brechó online é aquele perfeito para quem curte jaquetas. Pense um estilo: aqui tem! Jeans, corta vento, vintage, divertida. O acervo tem uma curadoria bem bacana, mas o cliente tem que ser rápido, porque as peças vendem muito rápido. Uma estampada com a logo da McDonald´s, por exemplo, que custava R$ 199, vendeu em poucos segundos depois da postagem. Dica de brechozeira: ative o seu celular para receber as novidades em primeira mão e descolar as peças mais trendy.
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Boss in Brechó acerta na seleção de moda jovem e sportwear (foto: Luã Lima) |
Boss in brechó (@bossinbrecho)
Criado por um soteropolitano, Luã Lima, o brechó ganhou vida em 2015. “Na época, tinha um blog e ganhava muita peça de sites gringos. Foi o primeiro passo para começar”, explica Luã. Mas, há três anos, o negócio ganhou nova roupagem, quando o dono investiu em uma curadoria e começou a garimpar vintage, visitando fábricas antigas e brechós por todo o Brasil. Hoje no brechó virtual, encontramos um pouco de tudo. Desapego, garimpo e peças mais novas de marcas badaladas como a Farm. Uma mistura fashion.O- lhos abertos para uma jaqueta bapho da Reebook que custa R$ 50.
TROC (@trocreal)
Ele se intitula o maior brechó online do Brasil e foi criado pela advogada curitibana Luanna Toniolo Domakoski, em janeiro de 2017, depois de fazer um curso de especialização em marketing na prestigiada Universidade de Havard. A TROC tem uma mega estrutura, comparável às lojas de varejo tradicionais, recebendo e enviando peças para todo Brasil. Semanalmente, chegam a anunciar 700 novos itens na plataforma digital. Possui peças femininas e infantis e vendem todo tipo de marcas, da Farm à Animale. A curadoria é bem feita, as peças são bem cuidadas e as seções do site incluem até lojinhas de influencers de moda. No Sale, estão os maiores achados como calça Calvin Klein por R$ 49,5 e saia de paetês by Zara por R$ 30.
Casa Vitrine Criativa (@casavitrinecriativa)
É uma loja colaborativa de brechós, sediada em São Paulo com dois pontos de vendas na parte central da cidade, além do e-commerce. Os pontos físicos reúnem peças de até 45 brechós diferentes. Muito jeans wear dos anos 90 e achados vintage por preços amigos do bolso. Antes da pandemia, eles realizavam encontros itinerantes com mais de 100 fornecedores. Atuando no mercado desde 2016, possui um acervo grande , com um pouco de tudo, para todos os gêneros. Com os olhos atentos, é possível descolar peças únicas vindas direto daquela ins- piração retrô descolada que você ama.
O Grito @ogritobazar
Esse brechó carioca era físico, mas se tornou completamente online devido à pandemia. O proprietário e curador, Thiago Neves, é também aderecista de carnaval e leva esse jeito criativo, colorido para sua seleção afiada de peças. Bolsas vintage, oriundas das décadas de 60 e 70, passeiam por suas araras e tem itens dos loucos anos 80, como uma camisa de seda com estamparia de lenço que sai por R$ 100. O interesse de Thiago é estimular um consumo mais lento e por peças que duram mais, a receita dos novos tempos.
3 brechós para os boys
Por vezes, um garimpo surpreendente pode surgir naqueles endereços ainda desconhecidos. Pequenas e com poucos seguidores, essas lojinhas oferecem preciosidades com preços baixos. Possuem em comum o olhar fashion para os anos 90, assim como o início dos 2000, e o foco no vestuário masculino. Por isso, reunimos eles em um tópico. Todos enviam pelo correio para todo o Brasil. São eles: Brechó da Tata (@brechoda.tata); Brechó 9ties (@brecho9ties)e My World Brechó (@myworld_brecho). Melhor ficar de olho antes que virem hype e os valores subam!
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Marcas gringas e cheias de estilo fazem o diferencial do Garimpario (foto: reprodução Instagram) |
Garimpario @garimpario
Um casal de Florianópolis comanda esse brechó online super caprichado. Tanto nas fotos, quanto nos itens que vendem, Emanuele Lazarri e Renato Korrmives cuidam para que tudo fique esteticamente bem acabado e atraente. Na seleção deles, você pode encontrar peças masculinas ou femininas, como um sobretudo vintage de lã feito por uma marca inglesa que veste a Família Real Britânica – custa R$899 – ou uma camisa dos anos 90 feminina por apenas R$ 59. Vale navegar com calma na loja virtual e encontrar sua peça xodó.






