Após o prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), declarar em tom de ironia, nesta quarta-feira (13), que recebeu com “muita estranheza” a devolução da Lei de Diretrizes Orçamentárias feita pela Câmara Municipal de Salvador há duas semanas, antes do recesso, o presidente da Casa rebateu as ironias.
“Estranheza causa é ver que o prefeito, que acredito ser um político que respeita a separação de poderes, estampada na Constituição Federal, ser o mesmo que se arvora falar em nome de vereadores? É isso mesmo produção? Estranho para ele é uma Casa como a Câmara Municipal de Salvador de Vereadores se respeitar e definir seus rumos sem pedir amém. Isso está parecendo mais uma confissão do modus operandi dele de tratar o Poder Legislativo como “puxadinho” do Palácio Thomé de Souza”, provocou Geraldo Júnior.
O prefeito de Salvador afirmou: “entre minha gestão e a gestão de ACM Neto é a 13ª LDO que é enviada à Câmara, todas com o mesmo formato, o mesmo procedimento”.
O chefe do Legislativo de Salvador aponta que, desde o início de sua gestão, a autonomia e valorização dos parlamentares tem sido a tônica, o que incomoda quem tentar conduzir os projetos a toque de caixa.
“Desde a minha primeira gestão à frente da Câmara que estamos demonstrando que a valorização do parlamento passa por sua autonomia. A Casa tem um presidente que se respeita e que goza da confiança dos pares, mesmo daqueles que hoje se arvoram de governistas, mas outrora ficavam nos incentivando a continuar com o nosso propósito de cuidar de gente e que festejavam a nossa gestão”, disparou Geraldo Júnior.
O vereador do MDB e pré-candidato a vice na chapa de Jerônimo Rodrigues (PT) aponta que o Orçamento foi devolvido ao executivo antes do recesso por conta das distorções.
“Devolvemos a LDO por critérios técnicos, cujas distorções foram apresentadas por um grupo de trabalho composto por parlamentares e técnicos: prefeito, para seu conhecimento, iremos continuar trabalhando dessa forma, ouvindo e acatando sugestões que possam melhorar a prestação dos nossos serviços à população”, declarou Geraldo Júnior.
“Em outros tempos, o recesso era respeitado. Agora os vereadores querem trabalhar? Aqui essa sua estranheza não encontrará eco. Em todas as oportunidades nunca me furtei a atender ao nosso povo. Tanto que na pandemia adotamos o atendimento híbrido, para respeitar os idosos e os que tinham comorbidades. Eu trabalhei todos os dias presencialmente, respondendo imediatamente aos projetos que chegavam à Casa e que serviram para combater os efeitos da pandemia. Pela cidade e em defesa da cidade, convocações extraordinárias podem ocorrer desde que atenda os ditames dos trabalhadores soteropolitanos sejam atendidas”, conclui Geraldo Júnior.



