O governador da Bahia, Rui Costa, criticou, durante coletiva para um pool de rádios nesta sexta-feira (3), o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo ele, o executivo federal atuou para prejudicar o estado, evitando repassar o valor de obras em curso com o objetivo de usar essa paralisação em ano eleitoral: “Eles devem só de obras R$ 500 milhões. Eles achavam que iríamos parar a obra e no ano eleitoral diriam: “aí, obras paradas”. Não paramos uma e hoje estou cobrando eles na justiça”.
Em tom de provocação, o petista destacou que ele e o povo brasileiro está em “contagem regressiva” para “ver o presidente mais incompetente”, o “pior presidente ir embora”.
O gestor convidou os ouvintes a fazer um exercício nas urnas neste ano.
“Tenho dito por aí que é importante exercitar esse ano uma passagem bíblica, aprender a separar “o joio do trigo”. Devemos eleger gente séria, que não seja “traíras”. Não vou precisar dizer quem são os lobos em pele de cordeiro. É preciso votar em gente que ajude a reconstruir o Brasil e não em quem ocupa os cargos do governo federal que ajudou a perseguir a Bahia”, provocou Rui, fazendo referência ao parlamentares de partidos de Centrão que ocupam cargos do governo federal na Bahia.
O político foi alvo de polêmica no ano passado, após criticar os deputado traíras, em referência ao parlamentares do PP e PSD que votaram alinhado com o interesse de Jair Bolsonaro na PEC dos Precatórios.
O político também criticou o chamado Orçamento Secreto, que são as emendas do relator, algumas delas alvo de investigação por superfaturamento: “Que lugar existe Orçamento Secreto no formato que eles fizeram? Isso é farra com dinheiro público”.
O gestor também criticou o que fizeram com a Codevasf: “A Companhia de Desenvolvimento do Vale São Francisco, e eles transformaram em empresa de asfalto”.
O petista voltou a criticar uma atuação indevida de donos de empresas de lixo nas cidades, que segundo ele tem feito Lobby para candidatos: “Nunca vi empresas de lixo com tanto interesse em prefeituras. O envolvimento desses prestadores na política estadual é assustador. Isso não é para mim falar, é para o MP atuar”.



