Quatro estados são calos para fusão do DEM e PSL

ACM Neto DEMOCRATAS

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O alinhamento para fusão entre PSL e DEM, que já recebeu sinal verde das cúpulas de ambos os partidos, esbarra em divergências locais em estados como Rio, São Paulo, Espírito Santo e Pernambuco.

“Em Minas, o DEM ensaia formar um palanque nacional de terceira via com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, enquanto o PSL segue próximo ao bolsonarismo. No Rio, ambos os partidos integram a base do governador Cláudio Castro (PL), mas seus recém-empossados presidentes estaduais — o prefeito de Belford Roxo, Waguinho (PSL), e o deputado federal Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) — não desejam abrir mão do diretório. Como parte do acordo nacional, o PSL pleiteia o comando em Rio e São Paulo. Lideranças de ambos os partidos veem a eleição presidencial como outro complicador. No Sul, onde Bolsonaro conserva maior popularidade, deputados receiam que a fusão leve-os a um palanque de oposição. No Espírito Santo, onde o PSL se aliou ao governador Renato Casagrande (PSB), o DEM é adversário da gestão e tem acenado a bolsonaristas”, diz O Globo.

Embora dirigentes do PSL pretendam anunciar a união já na próxima terça-feira, líderes do DEM estão mais céticos de que todos os obstáculos sejam superados até lá.

Na Bahia, Goiás e Santa Catarina, o Democratas já costurou apoio do PSL a seus candidatos aos governos, contando com recursos e o tempo de TV trazidos pela sigla. Além disso, o ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP) tem incentivado a fusão para concorrer a um novo mandato em 2022.

“Em contrapartida, por ter a maior bancada da Câmara, com 53 deputados, o que lhe garante a maior fatias do fundo eleitoral em 2022, o PSL deseja a presidência da futura sigla, que ainda não tem nome ou número definidos, mantendo controle sobre o caixa das campanhas. Correligionários querem o deputado Luciano Bivar (PSL-PE) à frente da nova legenda após a fusão, tendo seu braço-direito no PSL, Antônio Rueda, numa vice-presidência. O atual presidente do DEM, ACM Neto, que deve concorrer ao governo baiano, abriria mão do comando para ser o secretário-geral”, diz O Globo.

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