O Ministério Público do Estado da Bahia, por meio da Procuradoria-Geral de Justiça e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), deflagrou a “Operação Kauterion”, na manhã desta terça-feira (14), na região metropolitana de Salvador.
O promotor de Justiça Everaldo Yunes foi afastado de suas funções por um ano e sua esposa, Fernanda Manhete, proibidos de acessar as dependências do Ministério Público do Estado da Bahia, se comunicar com funcionários ou utilizar os serviços do órgão pelo período de um ano.
A operação trata de um suposto pedido de propina pelo promotor da 7ª Promotoria de Camaçari e sua esposa advogada. Eles teriam cobrado dinheiro da empresária Adriana Almeida da Anunciação Cunha para encerrar um inquérito contra ela. A empresária teria contratado Manhete Marques como advogada, que prometia resolver seu processo no órgão através do marido, entretanto, após vários pagamentos, o processo não foi encerrado e a empresária decidiu interromper os pagamentos que continuavam a ser pedido pela advogada.
Em 2020, o promotor e sua esposa tiveram o sigilo bancário quebrado.
Nesta terça-feira (14), foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência e local de trabalho da advogada e do promotor de Justiça, com o objetivo de coletar documentos indicativos de associação entre os investigados, bem como de corrupção e de ocultação de bens, além de mídias de armazenamento e aparelhos celulares.
As medidas foram deferidas pela Seção Criminal do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, com base nas provas apresentadas. A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional da Bahia (OAB-BA), participa da deflagração da operação, pois seu estatuto determina que buscas relacionadas a advogados sejam acompanhadas pela entidade.



