Após alegar contato com assessores infectados pelo novo coronavírus para conseguir um aval da CPI Covid para não ir depor, em oitiva que estava marcada para última quarta-feira (7), o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, avalia entrar com um habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) para não depor à CPI da Pandemia, previsto para o dia 19 de maio, uma quarta-feira.
A tática seria uma mudança na estratégia jurídica dos ex-ministros do governo Bolsonaro na CPI. Até agora, a linha jurídica, dos que compareceram (Teich, Mandetta e Queiroga), tem sido a de comparecer e responder à todas as perguntas.
De acordo com o canal CNN Brasil, o habeas corpus pode acontecer para ele não comparecer na CPI, para ficar em silêncio ou para responder apenas algumas perguntas, sem sofrer pressão nas que negar a emitir uma resposta.
O motivo é que, na avaliação de interlocutores de Pazuello ouvidos pela emissora, a CPI já tem um juízo de valor sobre a gestão do ex-ministro no ministério da Saúde e que o que ele for falar na comissão será inócuo para a sua defesa.



