Em ato de filiação ao Partido Social Democrático, durante megaevento no Rio de Janeiro, que também serviu para oficialização de Eduardo Paes, seu ex-colega de Democratas, o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, fez críticas singelas ao governo Bolsonaro, ao qual se vem se distanciando nos últimos meses.
Sem citar o nome do presidente mais atacando pautas e comportamentos dele, Pacheco pontuou em seu discurso de cerca de 15 minutos:
“O estado tem obrigação mínima de dar condições às pessoas no Brasil. Reconhecer que temos um país desigual e que está estabelecendo injustiça, com inflação, alta taxa de juros, desemprego e que precisamos conter isso. Precisamos respeitar quem é diferente, deixando para trás polarização, extremismo. Está faltando respeito. O exemplo dado por homens públicos é fundamental. Juízo e equilíbrio uso das redes sociais e comunicação. […] É possível defender a família brasileira sem menosprezar quem é diferente. […] Vamos ter nossa política tão radicalizada? Feita com toda ironia, falta de seriedade; vamos ter humildade, mas sem submissão, com humildade, mas vamos firmar nossas posições”, destacou o presidente do Senado Federal.
O presidente do Congresso Nacional também criticou a manobra do governo Bolsonaro para furar o Teto de Gastos. Segundo o novo membro do PSD, é possível aumentar o valor do programa de transferência de renda sem furar o teto de gasto e alertou que essa manobra fiscal de Guedes, através da PEC em tramitação na Câmara, poderá ter reflexo na economia, como aumento da inflação, o que segundo ele poderá colocar tudo a perder.
“Precisamos ter responsabilidade […] auxilio as pessoas, precisamos garantir às pessoas carentes um programa sustentável, de pé, que tenha um valor sustentável. Responsabilidade não significa reduzir expectativa, é possível equilibrar a mínima capacidade de compra com a responsabilidade fiscal. É obrigação dos técnicos, matemáticos, nós, políticos, darmos essa solução ao povo. Responsabilidade fiscal que não podemos transigir; se não mantermos Teto de Gastos, gastarmos, nós todo pagaremos as contas. Não adianta fazer programa social sem sustentação e amanhã ou depois aumentar o valor do feijão e arroz e o valor dado não valer de nada”, sinalizou Rodrigo Pacheco.
No ato, o presidente da sigla, Gilberto Kassab destacou que Pacheco só não será candidato: “se não quiser”.
Presente no evento, o senador Angelo Coronel destacou ao OFF News que o presidente do Senado chega para ser disputar o Palácio do Planalto: “Com Pacheco nasce a 3º via forte para disputa em 2022”.
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