“Não há correlação entre os atrasos que houve e qualquer atuação de minha parte ou do governo”, diz Araújo na CPI da Covid

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O ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, foi advertido pelo presidente Omar Aziz (MDB), a falar a verdade por estar sob juramento, após o ex-chanceler promover reinteradas declarações de que não houve nenhuma declaração contra China ou anti chinesa de sua parte durante o período que participou da pasta. 

“Senador, eu não entendo nenhuma declaração que tenha feito em nenhum momento como anti chinesa. Houve determinados momentos, que o Itamaraty e eu, em questão do comportamento da embaixada da China [tomamos algumas medidas contra interesses da China]. Não houve nenhuma declaração que se possa classificar como anti chinesa, não há nenhum impacto de algo que não existiu”, ressaltou Araújo.  

O ex-ministro de Jair Bolsonaro (sem partido) destacou que “nada do que eu tenha feito, que caracterize qualquer percalços no recebimento de insumos. Ajudamos nos processo burocrático de liberação de vacina. Não há correlação entre os atrasos que houve e qualquer atuação de minha parte ou de algum elemento político do governo brasileiro”. 

O ex-chanceler ressaltou que as declarações de Bolsonaro contra as vacinas não foram seguindo as suas recomendações: “não tomei e nem advoguei nenhuma iniciativa neste sentido”.

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