Márcio Marinho diz que não segue ministro de Lula e defende autonomia do Republicanos nas votações da Câmara

Marcio Marinho Republicanos

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O deputado federal Márcio Marinho (Republicanos-BA) afirmou que a presença de um ministro da legenda no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não interfere em suas decisões no Congresso. Segundo o parlamentar, cada filiado do partido tem autonomia para votar de acordo com suas convicções e com os eleitores que representa.

“O fato de o partido ter um ministro não significa que eu seja obrigado a votar em pautas com as quais não concordo. Eu não sou controlado pelo ministro e também não sou controlado pelo governo. Tenho meu mandato e meus eleitores a quem prestar contas”, disse Marinho em entrevista à Rádio Interativa.

O deputado destacou que o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ocupa o cargo por convite direto de Lula e não em nome do Republicanos. “O ministro está lá, mas ele não representa o partido. Ele foi convidado pelo presidente Lula e aceitou por vontade própria, representando o estado de Pernambuco. A Direção Nacional do Republicanos permitiu, mas isso não significa alinhamento automático com o governo”, afirmou.

Marinho também relembrou que, durante as eleições de 2022, Costa Filho optou por apoiar Lula, enquanto o Republicanos, de forma majoritária, esteve ao lado do então presidente Jair Bolsonaro (PL). “Respeitamos a liberdade de voto de cada um. O partido não é ditador, não obriga ninguém a votar de um jeito ou de outro. Aqui na Bahia, por exemplo, nós votamos com Bolsonaro”, afirmou.

Ao comentar pautas como a chamada “PEC da Blindagem”, o deputado reforçou que seguirá votando conforme sua posição pessoal. “O partido tem um programa, mas, acima de tudo, respeita as decisões políticas de cada filiado. Da minha parte, não iria [para o governo], mas essa decisão cabe à direção nacional”, concluiu.

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