“Jamais promovi atrito com a China, seja antes ou durante a pandemia”, diz Araújo na CPI da Covid

CPI Covid

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O ex-chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, afirmou, em oitiva na CPI da Covid, nesta terça-feira (18), que não havia alinhamento automático do governo brasileiro aos EUA e que em sua gestão, não houve nenhum atrito com a China;

“Jamais promovi atrito com a China, seja antes ou durante a pandemia, de modo que os resultados que obtivemos, na prospecção de de vacinas, decorre de uma política interna implementada. Não havia política de alinhamento automático. Não houve nenhuma política de enfrentamento com a China”, destacou Araújo.

O ex-ministro das Relações Exteriores afirmou que o “governo federal não definiu um único documento[ sobre ações na pandemia], surgiu em diversos momentos. As orientações eram a partir do MS. Atuamos para facilitar importação, participamos dos trâmite de importação de equipamentos, apoio às negociações de vacinas. Não tinha um plano único. Foram diretrizes proporcionadas ao longo do tempo”.  

“O fato de não ter definição geral não quer dizer que houve improviso”, ressaltou Araújo.

O presidente destacou que o Brasil se relacionou com os principais parceiros na pandemia: “China e a índia, são os países com os quais nós temos nos relacionados. Índia através de vacinas prontas. O Brasil foi o primeiro país que recebeu vacinas da índia, dois lotes. O principal instrumento buscado pelo ministério, em nível internacional, foi através do Covax. Não houve alinhamento, houve uma aproximação com EUA. O Brasil só entrou e embarcou em iniciativas que fossem de interesse brasileiro. Jamais entramos em uma iniciativa de interesse norte-americano”.  

Críticas

Araújo afirmou, em 2020, em um texto em seu blog, o ministro citou o termo “comunavírus”, que diz ter sido de um acadêmico, que estaria tentando “aproveitar a oportunidade destrutiva aberta” pelo coronavírus, “um parasita do parasita”. Ele afirma que o coronavírus “aparece, de fato, como imensa oportunidade para acelerar o projeto globalista”.

“Este [projeto globalista] já se vinha executando por meio do climatismo ou alarmismo climático, da ideologia de gênero, do dogmatismo politicamente correto, do imigracionismo, do racialismo ou reorganização da sociedade pelo princípio da raça, do antinacionalismo, do cientificismo. São instrumentos eficientes, mas a pandemia, colocando indivíduos e sociedades diante do pânico da morte iminente, representa a exponencialização de todos eles”, diz Araújo.

Também em 2020, o chancelar cobrou da China uma retratação por ter criticado uma postagem do deputado federal Eduardo Bolsonaro, onde culpa o país asiático pela pandemia do novo coronavírus no mundo.

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