De olho em 2022, ACM Neto tem realizado reuniões com Ciro Gomes

ACM Neto

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As virtuais candidaturas de Jair Bolsonaro (sem partido) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverão enfrentar um terceira via na corrida eleitoral de 2022.

O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, e o presidente nacional do Democratas, ACM Neto, tem se encontrado com frequência para costurar o apoio da legenda de direita ao candidato de centro-esquerda na disputa à presidência da República.

“Ao mesmo tempo, o presidente do DEM, ACM Neto, tem discutido com Ciro Gomes (PDT) uma solução conjunta para uma terceira via. Ciro e ACM Neto se reuniram recentemente, por cinco horas, na casa do primeiro, em Fortaleza. O compromisso deles é que PDT e DEM buscarão um projeto para se contrapor a Bolsonaro e Lula. Na reunião ficou pactuado que ACM Neto auxiliará Ciro Gomes na aproximação aos partidos e nomes de centro”, diz Folha de São Paulo.

O PDT fez parte do arco de aliança costurado por ACM Neto que terminou na eleição de seu sucessor na Prefeitura Municipal de Salvador, Bruno Reis (DEM).

Líderes de partidos de centro, segundo apurações da Folha de São Paulo, passaram a estimular o nome do presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para corrida ao Palácio do Planalto.

“Embora o senador negue a intenção de concorrer à sucessão de Bolsonaro, a cúpula do DEM e líderes de partidos como o PSD o enxergam como potencial candidato e passaram a ventilar a hipótese nos bastidores”, diz matéria da Folha.

Aliados sugeriram ao presidente do DEM que organizasse uma agenda do ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta, com o apresentador Luciano Huck, que ainda não decidiu, mas que pode ser uma alternativa outsider para disputa.

“Da mesma forma, Ciro e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), também apontado como possível candidato à Presidência, têm tentado marcar reuniões presenciais, o que ainda não aconteceu. Ambos têm se falado por telefone. A ala do PP que vê com pessimismo a possibilidade de Bolsonaro ser reeleito depois que Lula voltou ao tabuleiro e a popularidade do presidente apresenta queda também se entusiasma por Pacheco, eleito em fevereiro para presidir o Senado”, diz Folha.

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