A CPI da Covid rejeitou, por 6 a 4, a convocação do secretário-executivo do Consórcio do Nordeste, o ex-ministro Carlos Gabas.
O requerimento provocou polêmica na CPI da Pandemia, com senadores governistas defendendo a convocação do secretário-executivo e com parlamentares do nordeste se manifestando contra.
Os senadores Otto Alencar (PSD) e Humberto Costa (PT) defenderam que o presidente do Consórcio do Nordeste, o governador Wellington Dias (PT), do Piauí, é quem deve tratar do caso.
A oitiva de Dias está marcada para o dia 30 de junho.
Bruno Dauster
O próximo alvo da tropa de choque bolsonarista, com requerimento de Marcos Rogério (DEM) já protocolado, é o ex-secretário da Casa Civil do governo Rui Costa (PT) e responsável pela o aval para compra de respiradores que não foram entregues junto à empresa HempCare, Bruno Dauster.
Otto defendeu que Rui Costa, citado pelo senador Eduardo Girão (Podemos), é “pessoa de bem, um homem honesto, acima de qualquer suspeita”, que realizou uma operação através da Polícia Civil contra os donos da Hampcare, que segundo ele, se não tivesse sido soltos a pedido de um promotor da Bahia, já teriam devolvido o recurso e confessado os seus crimes: “De forma inusitada no Ministério Público da Bahia, um promotor pediu a liberdade dos presos, de forma inusitada, que já estavam para confessar o crime e devolver os recursos que foram pagos. Lamentável na história do MP do meu estado, um promotor pediu a liberdade; nunca pede, pede para prender, condução coercitiva, mas nunca para dar a liberdade”.
Com o veto à Carlos Gabas, a tropa de choque de Bolsonaro foca agora no ex-comandante da Casa Civil de Rui Costa (PT).
“A vinda do senhor Gabas a essa CPI é algo que vai determinar se essa CPI realmente tem um lado, e não é um lado político de ser contra ou a favor do presidente, o lado da busca da verdade. E digo mais, tem outro personagem que devemos trazer aqui, que a PC da Bahia está investigando, e que por uma razão objetiva afastaram ele do cenário para dar um ar que olha foi feito justiça, o senhor ex-secretário Bruno Dauster, necessário que ele venha também pois foi responsável por um processo importante naquele estado”, destacou o senador Marcos Rogério (DEM).
Respiradores
A compra de 300 ventiladores clínicos de UTI pelo Consórcio Nordeste, junto à empresa Hempcare, por R$ 48,7 milhões, foi realizada em Abril de 2020.
A Bahia receberia 60 respiradores e os demais estados ficariam com 30 cada.
A empresa não entregou os equipamentos e o governo do estado, via SSP, deflagrou a operação Ragnarok, que chegou a prender os donos da empresa, mas até o momento o valor não foi restituído aos cofres públicos. O MPF (Ministério Público Federal) instaurou inquérito civil para apurar supostos atos de improbidade administrativa. O governo da Bahia tenta reaver o valor pago através de um processo judicial.
A Bahia também realizou uma compra de 600 ventiladores pulmonares da empresa Ocean 26 Inc, dos EUA, pelo valor de aproximadamente U$ 8,4 milhões, o equivalente a R$ 44.824.320,00 (O governo pagou no dia 30 de março 80% do valor total da compra). O MPF instaurou inquérito civil para apurar supostos atos de improbidade administrativa. O governo da Bahia tenta reaver o valor pago através de um processo judicial.



