Após ‘entrega’ do Patriotas a Bolsonaro, presidente de Salvador anuncia desembarque da sigla por fidelidade a ACM Neto

Jean-Sacramento

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Presidente da executiva do Patriotas em Salvador e membro da executiva nacional da legenda, o ouvidor-geral de Salvador, Jean Sacramento, afirmou que deixará o partido até o final de junho. 

O motivo do desembarque, segundo informou ao OFF News, não seria a entrega da legenda a Jair Bolsonaro (sem partido), mas por conta da incerteza quanto ao comando da executiva estadual e por força de acordos políticos firmados para 2022. 

A reunião da executiva desta segunda-feira (14) promoveu alterações no regimento que permitirão ao presidente da República possa ingressar nos quadros e concorrer à reeleição em 2022. 

“Conseguiram alterar e aprovar tudo com maioria absoluta, atingiu o coro. Flávio Bolsonaro participou e discursou como se seu pai já estivesse em processo de filiação à legenda. A minha saída do Patriotas não tem a ver com a chegada de Bolsonaro, e sim por uma opção política. Não tenho nada contra Bolsonaro, Lula, ou quem quer que seja, eu sou contra o extremismo, nenhum tipo de extremismo eu aceito, seja ele de direita ou esquerda”, destacou Sacramento.  

Jean solicita ao presidente nacional do Patriotas a manutenção do controle da sigla no estado / Foto: Reprodução

O ouvidor de Salvador revela que foi convidado pelo Pros para assumir o diretório estadual e que deixará o Patriotas após construir uma “bancada forte em Salvador”: “Vamos construir no Pros uma política do diálogo, do respeito à diferença e do rivalidade sadia. Será uma projeto para crescimento político através da construção de ideias e defesa de ideiais”.

O atual presidente do Patriotas Salvador ressalta que deixa o partido pela “porta da frente” e que, por conta da amizade que tem com o presidente nacional da sigla, Adilson Barroso, ele conseguiu a promessa de que o diretório do Patriotas em Salvador continuará sob domínio dos parlamentares eleitos pela legenda na capital.

“O diretório estadual vai ficar com alguém que Bolsonaro indique. O problema é que não sabemos quem indicará, e pode ser alguém que não pense como nós. E outra, Neto sendo candidato, a maioria do partido vai querer apoiá-lo, continuar com Neto e Bruno, fomos eleitos assim, fomos formados nessa base; eu estarei ao lado da chapa de Neto e Zé Ronaldo, dois amigos com quem tive o privilégio de trabalhar e não posso, nunca, estar contra eles. Por isso eu tenho que estar em um partido que eu participe da condução e não que seja apenas conduzido”, destacou Jean Sacramento. 

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