O ministro do STF, Edson Fachin, havia autorizado, ainda em Fevereiro, o acesso às denúncias relacionadas ao seu colega de tribunal, o ex-presidente do STF, Dias Toffoli.
Na última semana, um pedido de abertura de inquérito foi encaminhado pela Polícia Federal ao STF (Supremo Tribunal Federal) para investigação de supostos repasses ilegais ao ministro Dias Toffoli. O pedido tem como base o acordo de colaboração premiada de Sérgio Cabral.
“Em 26 de fevereiro, a PF pediu pela primeira vez a Fachin o acesso às provas e o ministro encaminhou para manifestação da PGR”, diz trecho de matéria do jornal Folha de S. Paulo.
O procurador-geral da República, Agusto Aras, foi contra medida, e “alegou que o pedido de compartilhamento não fazia menção a pessoas com foro no STF e foi contra a medida.
“A PF rebateu a posição da PGR e, em novo pedido a Fachin, disse que “o material seria utilizado nos inquéritos abertos em 2020 com a primeira leva de depoimentos de Sérgio Cabral, em dois casos que tramitam no STJ e na ‘apuração preliminar dos relatos complementares que vêm sendo apresentados pelo colaborador”, diz trecho da Folha.
“Em 23 de abril, Fachin expediu sua decisão em que aceitava parte do pedido da PF”, diz Folha. Porém, ele proibiu sucessivamente a PF de investigar seu colega de casa.



