O forte clima de comoção estabelecido após aprovação do nome de Nelson Pelegrino para vaga no Tribunal de Contas do Município, no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia, seguido por uma debandada de parlamentares, impediu que o Projeto de Resolução 2.957/2021 do Conselho de Ética, que que determinou a suspensão, por 30 dias, do mandato do deputado Capitão Alden (PSL), fosse apreciado em plenário.
Após a comoção da escolha de Pelegrino houve uma debandada no plenário.
O deputado estadual Samuel Júnior (PDT) chegou a pedir o adiamento da votação do Projeto de Resolução em desfavor de Alden, mas, ao ser informado pelo líder do governo, Rosemberg Pinto (PT), que o ato não tinha base regimental, ele voltou atrás e sugeriu uma contagem de parlamentares.
A punição em formato de ‘férias’ consta do relatório do deputado estadual Luciano Simões Filho (DEM) que, apesar do parlamentar do PSL não ter conseguido provar que não acusou os colegas do bloco de Oposição de receberem recursos de origem estranha à lógica do legislativo da Prefeitura de Salvador, sob gestão Bruno Reis (DEM), estabeleceu pena mínima.
Para o relator, Capitão Alden atentou “de forma livre e consciente” contra o decoro parlamentar e dignidade do Poder Legislativo, o que enseja a responsabilização dele. Luciano Simões apontou, no entanto, alguns atenuantes. Entre eles, o pedido de desculpas feito por Capitão Alden ao prefeito de Salvador e aos deputados, ainda que considere que o pedido não teve a mesma publicidade das acusações feitas nas redes sociais.

Na “live” que deu origem ao processo disciplinar, Alden acusou os parlamentares de oposição de receberem R$ 1,6 milhão da prefeitura de Salvador. “Se eu ficasse na minha, sem fazer nada eu tava feito na vida, recebendo R$ 1,6 milhão da prefeitura que os deputados de oposição todos ganham”, disse ele, no vídeo veiculado nas redes sociais no último dia 27 de abril.
Desabafo
Apesar do quórum visível em plenário para aprovar à resolução, o presidente da ALBA, Adolfo Menezes (PSD), decidiu encerrar a sessão, mas não sem antes fazer um desabafo um tanto inusitado, após segundos de silêncio:
“É difícil ver mais de 22 deputados daqui e não vê 21 presentes”



