O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), elevou o tom contra a bancada de oposição na Câmara Municipal e também contra o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), em entrevista concedida nesta quinta-feira (9 de abril de 2026). Antes da posse do desembargador Maurício Kertzman no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), o gestor comentou o impasse envolvendo o reajuste salarial dos professores e acusou adversários de politizarem a pauta.
Caetano afirmou que, após anos de congelamento do Plano de Cargos e Carreiras (PCCV), a atual gestão abriu negociação com a categoria e chegou a propostas de reajuste. “A bancada da oposição resolveu segurar o reajuste e chegamos a não poder pagar o retroativo de janeiro para cá em função de que eles seguraram”, explicou. Segundo ele, o governo municipal retirou um trecho do projeto de lei para tentar viabilizar a votação prevista para esta sexta-feira (10).
Tensão na Câmara e solidariedade a sindicato
O prefeito também comentou a recente discussão envolvendo a presidente do sindicato dos professores e o vereador Jorge Curvelo (União Brasil), classificando a conduta do parlamentar como inadequada. “Não achei que ele realmente está num certo desespero… Sou solidário, obviamente, à presidente do sindicato”, afirmou Caetano, relacionando o episódio ao ambiente político mais acirrado.
Críticas a Bruno Reis e defesa do grupo político
Ao ser questionado sobre declarações do prefeito de Salvador, Bruno Reis, Caetano respondeu com críticas e ironias, afirmando que o adversário demonstra “arrogância” e “desespero”. Ele também lembrou a atuação eleitoral em disputas anteriores no município.
“Ele foi na campanha para Camaçari no segundo turno, lembra? Garganteiro, conversador. Aí eu fui lá e derrotei ele”, disparou Caetano.
O prefeito ainda defendeu o legado de governos do PT na Bahia e em Salvador, citando investimentos de lideranças do partido. Segundo ele, a capital baiana deveria reconhecer as ações realizadas ao longo dos últimos anos, enquanto minimizou críticas da oposição. O petista classificou discursos contrários como “blá-blá-blá e conversa fiada”.
Fake news
Caetano também afirmou confiar na desmoralização de conteúdos falsos contra sua gestão. “Esses fake news aí, volta e meia, eles são todos desmascarados”, concluiu.



