O ex-ministro da Cidadania e pré-candidato ao Senado Federal João Roma (PL), voltou a criticar o Partido dos Trabalhadores (PT). Em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia nesta quinta-feira (9), ele defendeu que a corrida eleitoral de 2026 deve ser marcada pelo “sentimento de mudança” do eleitorado baiano, especialmente entre as camadas mais pobres da população.
Ao ser questionado sobre o cenário das pesquisas, o liberal minimizou levantamentos de intenção de voto para o Senado e ressaltou que esse tipo de disputa costuma sofrer alterações ao longo da campanha. De acordo com ele, a eleição para a Casa Alta tem características próprias e, muitas vezes, não acompanha a lógica do debate cotidiano da população. “A eleição é um processo dinâmico, especialmente a eleição para o Senado”, disse.
O postulante a senador ainda relembrou eleições anteriores na Bahia para defender que lideranças que aparecem bem posicionadas nas pesquisas nem sempre conseguem converter esse desempenho em votos no dia da eleição. Segundo ele, o principal fator capaz de influenciar a disputa será o ambiente político e social do estado até o pleito.
De acordo com o presidente do PL na Bahia, há um desgaste do grupo político que governa a Bahia há cerca de duas décadas. O pré-candidato atribuiu esse cenário à frustração de parte da população com promessas que, segundo ele, não foram cumpridas ao longo das gestões do PT no estado e também no governo federal. “Hoje, o que eu vejo no estado da Bahia é um sentimento de mudança muito grande”, afirmou.
Ainda de acordo com o pré-candidato, esse descontentamento estaria mais evidente entre os eleitores de menor renda, que, segundo ele, enfrentam dificuldades econômicas e esperam respostas mais concretas do poder público. Roma também destacou que pretende centrar sua pré-campanha na apresentação de propostas voltadas à retomada do crescimento do estado e à ampliação de oportunidades para a população.
Ao projetar a disputa, João Roma também indicou que a campanha ao Senado deverá ser fortemente polarizada e de alto enfrentamento político. Sem citar apenas o desempenho eleitoral, ele fez críticas diretas a lideranças petistas da Bahia e do cenário nacional, a quem responsabilizou por aumento de impostos, perda de competitividade do estado e piora das condições de vida da população.
Ainda durante a entrevista, Roma também buscou reforçar sua atuação no período em que comandou o Ministério da Cidadania, destacando a ampliação do valor do Bolsa Família durante o governo anterior. De acordo com ele, políticas de assistência social precisam ser acompanhadas por medidas de geração de renda, organização administrativa e estímulo ao desenvolvimento econômico. “Hoje, o cidadão baiano vive aperto”, concluiu.



