João Roma afirma que não existe constrangimento de ACM Neto com Flávio Bolsonaro

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Em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia nesta quinta-feira (9), o pré-candidato ao Senado Federal João Roma (PL) rechaçou a leitura de que o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto (União Brasil) teria resistência em se associar publicamente ao senador e pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL) no contexto da articulação da oposição baiana para as eleições de 2026.

Segundo o liberal, ele não vê “vergonha” ou constrangimento por parte do ex-chefe do Palácio Thomé de Souza em relação à presença do postulante ao Palácio do Planalto no campo oposicionista. Para ele, episódios recentes demonstrariam convivência política e interlocução normal entre as lideranças. “Não é exatamente vergonha”, disse.

Para defender sua tese, Roma citou um encontro que aconteceu em Brasília, durante o ato de filiação do ex-ministro do TCU Haroldo Cedraz, ocasião em que, de acordo com ele, ACM Neto participou de forma espontânea de uma agenda partidária e dividiu espaço político com Flávio Bolsonaro.

De acordo com o presidente do PL na Bahia, a tentativa de associar desgaste à aproximação entre setores da direita e da oposição baiana faz parte de uma estratégia do PT para tentar nacionalizar o debate e desgastar adversários no estado. Roma ressaltou que o grupo governista, diante da dificuldade de apresentar uma nova narrativa política, estaria tentando deslocar o foco da disputa para símbolos e alianças nacionais. “O PT, que não tem mais discurso, fica querendo se esconder atrás do número 13”, afirmou.

Ao ser questionado sobre a formação da chapa oposicionista na Bahia, o postulante a senador fez questão de reforçar a ideia de que o campo liderado por ACM Neto vem sendo construído sobre uma base partidária ampla, reunindo legendas de diferentes espectros do centro e da direita. Para ele, esse arranjo seria um dos principais ativos do grupo para a disputa de 2026.

E para defender essa ideia, Roma citou, como exemplo, o apoio do PL — legenda à qual é filiado — e também a movimentação do Novo, mencionando a decisão do ex-deputado José Carlos Aleluia de abrir mão de sua candidatura em favor de um projeto político mais amplo de oposição no estado.

Para concluir, o pré-candidato destacou que esse movimento reforça a construção de uma frente que, na avaliação dele, tem como objetivo central apresentar ao eleitorado uma alternativa de mudança para a Bahia após duas décadas de hegemonia petista. “O palanque que ACM Neto montou é um palanque muito amplo”, finalizou.

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