Em entrevista à imprensa nesta terça-feira (24), o Secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDHDS), Felipe Freitas, afirmou que a pasta seguirá acompanhando o caso de Mãe Bernadete, Ialorixá e líder quilombola que foi assassinada em 2023, na cidade de Simões Filho.
O júri dos dois envolvidos no assassinato foi adiado para o dia 13 de abril, em Salvador. O julgamento estava marcado para acontecer nesta terça-feira (24), no Fórum Ruy Barbosa, quase três anos após o crime. Mas segundo o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o adiamento do júri foi um pedido da nova defesa constituída dos réus Arielson da Conceição dos Santos e Marílio dos Santos.
“Nós, da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, em conjunto com o Ministério dos Direitos Humanos, declaramos publicamente, perante a família e a imprensa, nosso compromisso em acompanhar este caso. Trata-se de um caso emblemático para o país, que representa um desafio à democracia brasileira”, declarou Felipe Freitas.
O titular da SJDHS ainda afirmou que o Estado democrático não deve nunca permitir nenhum tipo de violência contra defensores de direitos humanos.
“A democracia não pode tolerar a violência contra defensores de direitos humanos. Um ataque à vida de uma defensora de direitos humanos é um ataque à própria democracia. Como autoridades públicas, é nosso dever acompanhar e fornecer à família as respostas provenientes da investigação e assegurar um julgamento justo, que possa, ao menos, mitigar, para a família e para a sociedade, o sentimento de impunidade, o qual não pode prevalecer neste caso. Por fim, acompanharemos o julgamento, reafirmando nosso apoio à família”, acrescentou.
Ao finalizar, o secretário prestou solidariedade aos familiares da vítima e reiterou que o Ministério dos Direitos Humanos também irá acompanhar o júri popular em abril.
“O Ministério dos Direitos Humanos também estará presente no dia 13 de abril, reiterando nosso compromisso com a responsabilização e a conscientização. Em uma democracia, um ato criminoso como este não pode permanecer impune. Essa é a mensagem que desejamos transmitir”, concluiu.



