“Liderança de Rui e Wagner ao Senado reflete voto em projeto”, diz Tássio Brito

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Após a divulgação de uma pesquisa nesta terça-feira (24) do Instituto TML, apontar o ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) com 28,67% das intenções de voto no cenário estimulado, seguido pelo senador Jaques Wagner (PT), com 23,22%, o presidente do Partido dos Trabalhadores na Bahia, Tassio Brito, declarou que a liderança dos dois petistas na disputa pelo Senado confirma que o eleitorado baiano “vota em projeto político” e não em “sobrenomes”. Em terceiro lugar aparece João Roma (PL), com 16,12%. Já Ângelo Coronel, atualmente sem partido após anunciar saída do PSD, registrou 11,51% ocupando o quarto lugar.

Ao ser indagado sobre o desempenho de Coronel e a dianteira dos petistas, o dirigente partidário disse que o resultado é consequência do alinhamento político com o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o grupo que governa o estado há quase duas décadas.

“Eu sempre digo, o povo vota no projeto político. A oposição nossa tem dificuldade de compreender isso, porque ela é feita de um grupo que não é de um projeto político, é de um dono. Tem um dono que tem um sobrenome que manda em todo o mundo e, portanto, eles pensam que a eleição se dá em torno de sobrenomes”, cravou.

Brito ainda aproveitou a ocasião para citar trajetória do senador Angelo Coronel dentro da base governista.

“Coronel fazia parte, veja, Coronel era um deputado estadual, ex-prefeito de Coração de Maria veio para o nosso grupo. Esse grupo que nós fazemos parte transformou ele em deputado estadual, presidente da Assembleia, transformou ele em senador. Por que o eleitor de esquerda votou em Coronel? Porque Coronel fazia parte de um grupo político”, acrescentou.

De acordo com o petista, o atual cenário reflete uma mudança de posicionamento do senador. “Hoje, o eleitor está identificando que Coronel abandonou esse projeto político, deu as costas a esse projeto político do presidente Lula, deu as costas a esse projeto político do senador Wagner, do ministro Rui e do governador Jerônimo, e é óbvio que a população vai tomar sua decisão”, continuou.

Para defender sua tese da força eleitoral da chapa governista, Tássio Brito pontuou o histórico dos dois pré-candidatos.

“Fora isso, é uma chapa de dois políticos de extrema relevância e de extrema força política na Bahia. Wagner é o que iniciou tudo isso, governador duas vezes, elegeu sucessor. Rui Costa é o governador que aprofundou transformações na Bahia, saiu muito bem avaliado, elegeu sucessor. Ou seja, são nomes fortíssimos para disputar a eleição”, concluiu.

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