Solla desembarca na Índia em missão oficial com Lula pela Ásia

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O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) chegou à Índia nesta quarta-feira (18) em uma comitiva com o presidente Lula, o governador da Bahia Jerônimo Rodrigues e a presidente da Bahiafarma Ceuci Nunes, para fecharem parcerias nos campos da saúde e tecnologia.

O objetivo principal da missão brasileira é formalizar termos de compromissos com duas indústrias farmacêuticas – uma na Índia, outra na Coreia do Sul – para transferência de tecnologia à Bahiafarma na produção de medicamentos oncológicos na Bahia.

Em relação às parcerias com as farmacêuticas, Solla confirma que o objetivo do governo baiano é não só garantir economia para o Sistema Único de Saúde (SUS) no tratamento contra o câncer, mas fazer da Bahia protagonista na produção de medicamentos oncológicos.

“Em 2025, o governo da Bahia venceu um processo de concorrência para firmar a cooperação internacional no setor, ao comprovar que, com os investimentos feitos pela gestão estadual, a Bahiafarma está apta a representar o Brasil nessa parceria em saúde”, detalha Solla.

Identidade digital
A convite do primeiro-ministro indiano Narenda Modi, Lula deverá participar, até sexta-feira (20), da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA), tema o qual Solla é autor de projeto de lei que dispõe sobre a proteção da identidade pessoal digital frente a tecnologias.

“Será uma troca muito proveitosa, em um evento com os mais renomados especialistas do mundo, que contribuirá para nossa legislação no que diz respeito à proteção de nossas características individuais, como corpo e voz, contra o uso indiscriminado pela IA”, diz Solla.

O Projeto de Lei 6479/2025, de autoria de Solla, versa também sobre representações sintéticas de identidade, estabelece direitos da personalidade e regras para a utilização econômica de atributos corporais e expressivos, disciplina deveres de plataformas digitais.

“Estamos sob tanta influência das Big Techs (as grandes empresas de tecnologia), especialmente nos processos eleitorais, que é preciso criar mecanismos de regulação como uma espécie de ‘direitos autorais’ sobre nosso próprio corpo”, explica o parlamentar.

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