Rui Costa reage após Bolsonaristas ligarem o PT da Bahia com o Banco Master e explica venda da Cesta do Povo

Compartilhe essa notícia!

Ministro da Casa Civil classificou narrativas digitais como “fantasia” e afirmou que manutenção de empresa deficitária onerava contribuintes mais pobres; ex-governador citou prejuízo anual de R$ 200 milhões para justificar privatização.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, usou o palco da abertura oficial do Carnaval de Salvador, nesta quinta-feira (12), para rebater críticas e “desinformações disseminadas nas redes sociais” sobre a operação da venda da Cesta do Povo para o banco Master, feita no período em que ficou à frente do governo da Bahia.

Em entrevista no Circuito Osmar (Campo Grande), o ex-governador traçou um contraste entre o que chamou de “mundo da realidade virtual” dos bolsonaristas e as decisões concretas da administração pública.

“Nós vivemos um mundo da realidade virtual e outro da vida real. Infelizmente, todo o tempo nós temos que conflitar esse momento aqui, pé no chão, vida real que nós temos aqui, com a fantasia, com a mentira que eles reproduzem nas redes”, disparou.

Rui Costa utilizou a privatização da Cesta do Povo, rede estatal de supermercados vendida durante seu governo, como exemplo de medida impopular, mas necessária para preservar o erário. Segundo o ministro, a manutenção da empresa pública era insustentável e penalizava justamente a população de menor renda.

“O que nós vendemos aqui foi um supermercado que estava falido, que dava um prejuízo ao Estado de quase R$ 200 milhões por ano. Tentamos vender uma, duas vezes, e só conseguimos na terceira”, explicou, destacando que o ativo foi entregue com toda a sua estrutura, incluindo lojas e operações financeiras.

O ministro argumentou que o déficit anual da empresa consumia recursos que deveriam ser aplicados em políticas públicas essenciais. “Nós vendemos para que o povo baiano, pobre, excluído, não ficasse pagando. Porque quando o Estado paga, quem paga não sou eu, quem paga é o povo que mora na favela, na baixada. O povo pagava 200 milhões por ano de prejuízo daqueles supermercados”, afirmou.

A declaração de Rui Costa busca confrontar diretamente a narrativa oposicionista que tenta explorar o desgaste de decisões impopulares, ao mesmo tempo em que defende o legado de sua gestão com base no equilíbrio fiscal e na responsabilidade com o dinheiro público.

Deixe seu comentário

guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Últimas