Secretário Felipe Freitas aponta redução de agressões no Carnaval e celebra mudança de comportamento dos foliões

Felipe Freitas

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Secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos afirma que importunação sexual e violência contra mulher diminuíram nos últimos anos, atribuindo queda ao “crescimento da consciência” do público; campanha de acolhimento estará presente nos circuitos.

O secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, apresentou um balanço positivo sobre o comportamento dos foliões no Carnaval de Salvador e apontou uma redução consistente nos casos de importunação sexual e violência contra a mulher ao longo dos últimos três anos. Em entrevista à Salvador FM nesta quarta-feira (11), o gestor atribuiu a queda a uma mudança cultural e ao amadurecimento da consciência coletiva.

“Ao longo desses três anos, tem havido uma diminuição do número de casos. Eu acho que tem um crescimento da consciência das pessoas. Mesmo nos casos de violência contra a mulher, aquela coisa de agarrar na festa ou puxar o cabelo para beijar, que era inaceitável, foi mudando ao longo do tempo. Isso é uma conquista que a gente tem que lutar para preservar”, afirmou Freitas.

Apesar do avanço, o secretário reconheceu que os casos de violência contra crianças e mulheres seguem como os temas mais recorrentes no Plantão Integrado da pasta. Para enfrentar o problema, a campanha “#RespeitoÉNossoDireito” contará com equipes em busca ativa nos circuitos, preparadas para acolhimento imediato das vítimas em postos integrados com o Ministério Público e a Defensoria Pública.

“Nossas equipes estão preparadas. Se alguém precisar de ajuda, pode procurar uma pessoa identificada com as camisas da nossa equipe. Ali, a gente vai tentar apoiar a pessoa nos equipamentos que nós tivermos e orientar sobre como agir quando necessário”, explicou o secretário, destacando que toda a rede de saúde e segurança do estado está orientada a encaminhar casos de violação para o suporte especializado da SJDH.

Felipe Freitas fez questão de diferenciar o momento atual de períodos passados, quando práticas como a importunação sexual eram socialmente naturalizadas. Para ele, a redução dos índices não é fruto apenas do reforço no policiamento, mas de uma transformação no comportamento do próprio folião. “A gente sempre espera trabalhar pouco nos postos, esperamos que não haja ocorrências desse tipo, mas não podemos deixar de estar vigilantes”, concluiu.

A declaração do secretário busca registrar um avanço civilizatório na maior festa popular do estado, ao mesmo tempo em que reforça o compromisso do poder público em manter a vigilância e o acolhimento como políticas permanentes de proteção às vítimas.

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