Ireuda Silva lamenta assassinato de professora de Direito e cobra justiça em mais um caso de feminicídio no Brasil ocorrido em ambiente educacional.
Vereadora cobra justiça após assassinato de professora em sala de aula
A vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Salvador, manifestou profundo pesar e indignação diante do assassinato da professora de Direito e escrivã da Polícia Civil Juliana Mattos de Lima Santiago, natural de Salvador. A vítima foi morta a facadas por um aluno dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), em Porto Velho, Rondônia.
O crime causou comoção nacional e foi cometido pelo estudante João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, que acabou preso em flagrante. Segundo informações da polícia, a arma utilizada no ataque, uma faca, foi encontrada no local e recolhida pelos agentes. Em depoimento, o acusado confessou o crime e afirmou que a faca havia sido entregue pela própria professora dias antes do ocorrido.
Crime é tratado como feminicídio
Para a vereadora Ireuda Silva, o caso reúne todos os elementos que caracterizam feminicídio e evidencia o avanço da violência contra mulheres, inclusive em ambientes que deveriam ser considerados seguros, como instituições de ensino.
“É estarrecedor que uma mulher seja assassinada no exercício da sua profissão, dentro de uma sala de aula. Juliana foi vítima de um crime brutal, que não pode ser tratado como um episódio isolado, mas como parte de um cenário alarmante de violência de gênero no nosso país”, afirmou a parlamentar.
Dados reforçam cenário de violência contra mulheres
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que o Brasil registra, em média, mais de 1.300 feminicídios por ano. O número revela que, diariamente, ao menos três mulheres são mortas apenas por serem mulheres.
Em grande parte dos casos, os crimes são praticados por pessoas do convívio das vítimas e em locais considerados seguros, o que reforça a necessidade de políticas públicas eficazes voltadas à prevenção, proteção e responsabilização dos agressores.
Cobrança por rigor e celeridade da Justiça
Ireuda Silva também cobrou rigor na apuração do caso e punição exemplar ao responsável pelo crime. “É fundamental que a Justiça atue com firmeza e celeridade. Não podemos permitir que mais um feminicídio caia na banalização ou na impunidade. A responsabilização é essencial para que outras vidas sejam preservadas”, destacou.
Defesa de políticas públicas e proteção às mulheres
A vereadora ressaltou ainda a importância de fortalecer ações de prevenção à violência, ampliar o acesso à saúde mental e reforçar mecanismos de proteção às mulheres. Segundo ela, também é necessário ampliar o debate sobre segurança no ambiente educacional.
“Precisamos enfrentar esse problema de forma estruturante, com educação, políticas públicas, acolhimento às vítimas e punição exemplar aos agressores”, concluiu.



