Em entrevista à Rádio Metrópole nesta quinta-feira (5), governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), disse que a trajetória política recente do estado, nas eleições de 2022, comprova que o Partido dos Trabalhadores (PT) valoriza e respeita seus aliados, ao comentar a recusa do senador Otto Alencar (PSD) em disputar o governo da Bahia naquele ano
Ao citar o episódio, o gestor ressaltou que a decisão de Otto, na ocasião, desmonta o argumento de que o PT impõe chapas fechadas ou adota a lógica de “puro-sangue” nas disputas eleitorais. “Então se Otto naquele momento tivesse optado pelo sim, hoje nós teríamos um governador do 5-5 que estaríamos na campanha e não era chapa sangue puro”, declarou.
O chefe do Palácio de Ondina ainda afirmou que o conceito de “sangue puro” não está ligado à sigla partidária, mas à capacidade de construir um time equilibrado e coeso e destacou que a governabilidade na Bahia sempre se deu por meio de alianças amplas, envolvendo diferentes forças políticas.
“Para mim o sangue puro é quando um time está igual, não é do partido. E para governar não é só a chapa. Nós governamos com a Assembleia 5-5. Nós governamos com três senadores, dois do 5-5”, continuou.
O petista ainda ressaltou que o próprio Executivo estadual reflete essa composição plural. “Nós governamos com um governador do PT, outro do MDB. Portanto, não dá para a gente ficar encontrando conceito para aquilo que a gente não conseguiu”, concluiu.



