Filho do senador confirma que toda a família política seguirá o patriarca em sua migração para a oposição; ele revela que União Brasil, Republicanos e outras legendas já fizeram convites formais
O deputado estadual Angelo Coronel Filho (PSD) afirmou, nesta terça-feira (3), que o senador Angelo Coronel foi “rifado” da chapa majoritária do governo baiano e confirmou que toda a família política acompanhará sua decisão de migrar para a oposição. A declaração foi dada durante a abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e consolida a saída em bloco do grupo Coronel da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“A gente está seguindo a orientação do senador Coronel. Como eles não quiseram, está com a gente, limaram o coronel, rifaram ele da chapa, cabe a gente agora procurar outro partido, outro grupo político que nos queira”, destacou o deputado, referindo-se à exclusão do pai da disputa pelo Senado em favor de uma chapa exclusivamente petista.
Família Unida e Convidados de Várias Legendas
Angelo Coronel Filho revelou que, além do MDB, diversas outras siglas já formalizaram convites para receber o grupo. “O próprio União Brasil, o Republicanos, o DC, vários partidos fizeram o convite. A gente agora vai analisar, estudar direitinho, com calma, sem precipitação”, disse. Sobre uma possível filiação ao União Brasil, partido do pré-candidato ACM Neto, o deputado afirmou que “não é algo ruim”, mas preferiu aguardar o desenrolar das negociações.
A lealdade familiar, no entanto, foi apresentada como inquestionável. “Onde o coronel for, nós iremos. Quando o pai toma a decisão, o filho acompanha”, afirmou, deixando claro que ele e o irmão, o deputado federal Diego Coronel, seguirão o patriarca. O deputado estadual admitiu ainda ter sabido da decisão de saída do PSD pelos sites de notícia, e não diretamente do pai, o que demonstra a velocidade e o caráter estratégico da movimentação.
Posicionamento “de Centro” e Crítica ao PT
Ao justificar a ruptura, Coronel Filho procurou desvincular a decisão de uma posição ideológica rígida, definindo-se como uma “pessoa de centro” cujo foco é o interesse dos baianos. “Se o governo do estado botar um projeto que for bom para os baianos, a gente vota. Se for ruim, a gente não vota”, declarou Angelo Filho.



