Coronel lamenta exclusão pelo PT, diz ter engolido “humilhação” por um ano, mas afirma: “Não tenho raiva”

Angelo Coronel

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Senador, em entrevista à Rádio Baiana, revela que partiu para nova filiação após ler que sua posição no PSD era “insustentável”; ele está em Brasília para protocolizar a mudança e analisa opções como União Brasil, PP e PSDB

Em um tom de despedida e balanço, o senador Angelo Coronel detalhou, em entrevista à Rádio Baiana na noite desta terça-feira (3), o processo que culminou em sua ruptura com o grupo governista.

O parlamentar afirmou ter sido excluído da chapa majoritária há um ano, quando o senador Jaques Wagner (PT) lançou a proposta de uma chapa “puro-sangue” para o Senado, e admitiu ter “engolido uma humilhação” durante todo esse período, sem cultivar raiva contra os antigos aliados.

“…Eu ainda segurei um ano, até engolindo aqui aquela humilhação, porque a partir do momento que você lança uma chapa, e quando você não está nela, significa que você foi excluído. Então eu fui excluído já há um ano, pelo senador Jaques Wagner”, declarou Coronel.

Ele, no entanto, fez questão de destacar a dívida política e pessoal que tem com Wagner e com o ministro Rui Costa (PT), que o ajudaram a se eleger em 2018. “Pessoas… que eu tenho um carinho grande, me ajudaram muito em 2018, eu devo parte do meu mandato de senador a Jaques Wagner”.

A “Conta Corrente Baixa” e a Decisão por uma “Vida Nova”

O senador usou uma metáfora financeira para explicar que, apesar de ser “devedor” aos petistas, não pode pagar essa dívida na eleição atual. “…Mas agora nessa eleição eu não posso pagar débito porque a conta corrente está baixa. Eu sou candidato à reeleição e vou lutar para a minha eleição”, afirmou, justificando a necessidade de buscar outro caminho que garanta sua sobrevivência política.

Coronel revelou que a decisão de se desvincular do PSD foi acelerada por uma reportagem. “…a partir do momento que eu vi uma matéria… onde o presidente do partido tá escrito… que a minha posição estava insustentável dentro do partido, eu preferi procurar me adiantar para não causar constrangimento”.

Ele afirmou estar em Brasília exatamente para protocolizar a mudança de partido no Senado Federal, o que acarreta troca de bancada e de comissões, antes de registrar a nova filiação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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