“A agroindústria do cacau do Sul da Bahia está sendo sufocada pela omissão dos governos do PT”, diz Roberta Roma

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A deputada federal Roberta Roma (PL) cobrou nesta segunda-feira (2) ações urgentes dos governos estadual e federal diante da crise que atinge produtores, comerciantes e toda a cadeia do cacau no Sul da Bahia. Segundo ela, a situação já compromete empregos, renda e a sobrevivência da agroindústria regional, enquanto as gestões petistas seguem sem apresentar soluções concretas para defender o setor.

Em meio às manifestações realizadas por agricultores e empresários da região contra os deságios impostos pela indústria e contra a importação crescente de cacau africano a preços muito inferiores ao praticado no Brasil, Roberta Roma afirmou que o problema deixou de ser apenas econômico e passou a ser uma ameaça direta ao desenvolvimento regional.

“A agroindústria do cacau do Sul da Bahia está sendo sufocada pela omissão dos governos do PT. Enquanto produtores e indústrias locais lutam para manter empregos e renda, o governo permite importações desleais, sem regras claras, que desvalorizam o cacau baiano e quebram quem produz aqui”, declarou.

A parlamentar lembrou que a região cacaueira sempre teve protagonismo econômico e cultural na Bahia, mas que enfrenta um cenário crescente de abandono e perda de competitividade, agravado pela ausência de políticas públicas de apoio e pela falta de transparência nas regras de importação.

“O cacau sempre foi motor de desenvolvimento da nossa região. Hoje, enfrenta abandono, falta de políticas públicas e nenhuma ação concreta para proteger o produtor, o trabalhador e a agroindústria”, salientou a deputada.

Roberta Roma destacou ainda que produtores e lideranças do setor têm alertado sobre o risco de demissões em massa e sobre o impacto devastador da entrada de cacau importado, que pressiona preços e inviabiliza a produção local. Segundo entidades como a FAEB, os prejuízos já começam a atingir centenas de propriedades rurais.

“Não podemos aceitar que o Sul da Bahia pague essa conta. Defender o cacau é defender empregos, desenvolvimento regional e respeito a quem trabalha”, declarou, ao ressaltar que continuará atuando para que o Congresso, o governo federal e o governo baiano adotem medidas efetivas, como regras mais rígidas para importações, estímulo à agroindústria local e políticas de proteção ao produtor.

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