Em entrevista à imprensa durante a Festa de Iemanjá, nesta segunda-feira (2), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), disse que a capital baiana não comporta mais a dimensão alcançada pelo Carnaval e defendeu a ampliação dos circuitos da folia como alternativa para reduzir transtornos, melhorar a organização e preservar os impactos econômicos da festa.
De acordo com o gestor, o crescimento do Carnaval é positivo, mas exige readequações no espaço urbano. “Mas sempre nos pronunciamos que a cidade de Salvador ficou pequena para isso, é uma coisa boa isso. O Campo Grande ficou pequeno, o Carnaval foi se dirigindo para Orla, agora Orla também, e às vezes é transtorno”, afirmou.
Ainda segundo o chefe do Executivo baiano, o avanço da festa sobre novas áreas precisa considerar, sobretudo, a rotina dos moradores das regiões impactadas. Ele também destacou que eventos de grande porte impõem dificuldades a quem vive próximo aos circuitos oficiais.
“Você imagina quem mora ali os quatro, cinco dias de um carnaval. É duro, é difícil, mas eu tenho a certeza que aonde a gente detectar que a gente possa levar o carnaval, Salvador vai acolher bem”, declarou.
O chefe do Palácio de Ondina ainda pontuou que qualquer eventual mudança ou ampliação deve preservar a cadeia econômica ligada ao Carnaval, considerada estratégica para a cidade e para o estado. O gestor citou ambulantes, catadores e o setor de serviços como prioridades no planejamento.
“A expectativa nossa é que a gente possa garantir negócios de ambulantes, não prejudicar a vida dos catadores, dos empreendimentos de hotéis, de restaurantes, de bares. (…) O importante é que a Bahia saia ganhando nisso”, finalizou.



