Em entrevista à Rádio Metrópole na manhã desta quinta-feira (29), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), disse que a Prefeitura sofreu pressão do Governo do Estado para promover a integração do sistema de transporte público, o que resultou na reorganização e supressão de linhas de ônibus — medida que, de acordo com ele, foi explorada politicamente por adversários como “corte de linhas”.
“Foi mais uma injustiça do governo com a prefeitura. Eles ficam pressionando a gente para fazer a integração da linha, que foi o que meu adversário na campanha chamou de corte de linhas”, afirmou.
O chefe do Palácio Thomé de Souza ressaltou que a medida foi adotada sob pressão institucional, com envolvimento do Ministério Público e ameaça de ações judiciais contra a gestão municipal.
“A prefeitura fez isso sob pressão do governo do Estado, envolvendo o Ministério Público, ameaçando entrar com ação”, acrescentou.
De acordo com o alcaide, a ausência de diálogo e de uma comunicação conjunta entre os governos estadual e municipal dificultou a adaptação da população ao novo modelo de mobilidade, especialmente entre usuários mais antigos, acostumados ao formato tradicional de linhas diretas.
“Sempre faltou diálogo entre a prefeitura e o governo para comunicar junto. Quando você cria novos modais e faz integração, muda a cultura da pessoa pegar o ônibus da origem até o destino final”, continuou.
Em função dos impactos negativos para os usuários do transporte público de Salvador, o chefe do Executivo soteropolitano destacou que a gestão municipal decidiu rever parte das mudanças e retomar linhas consideradas essenciais.
“Voltei nesse ano mais de 50 linhas, onde eu entendia que era necessário”, concluiu.



