Líder do governo Lula no Senado, o senador Jaques Wagner (PT) declarou nesta terça-feira (27) entrevista à rádio Baiana FM, que a eventual composição majoritária do grupo governista na Bahia não deve ser tratada como uma “chapa puro-sangue”, apesar de ser formada exclusivamente por nomes do PT. Durante a entrevista, o ex-governador da Bahia deu fortes indícios de que ele próprio e o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), serão os candidatos ao Senado, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que disputará a reeleição em 2026.
“Chapa puro G? Não se trata de uma chapa puro-sangue, se trata de uma chapa de dois ex-governadores da Bahia que estão pleiteando a vaga ao Senado, um que já é, sou eu, e outro Rui Costa, e o governador que vai para a reeleição dele”, declarou.
De acordo com o parlamentar, o peso político da formação não decorre da filiação partidária, mas da trajetória dos nomes envolvidos.
“Por acaso, os três são do PT. Mas a chapa não está montada porque os três são do PT”, disse. O petista ainda defendeu que a presença de dois ex-governadores fortalece a composição e classificou como “razoável” a pretensão de Rui Costa ao Senado, por ter concluído integralmente seus dois mandatos no governo estadual.
“Normalmente os governadores no segundo mandato saem em março para ser candidato a senador. Eu não fiz isso porque eu defendo que o mandato que o povo lhe deu você tem que cumprir até o final. Eu fui até o final do meu governo, entreguei para Rui em 2014, e ele foi até o final e entregou para Jerônimo”, acrescentou.
Embora tenha defendido a chapa que considera “mais forte”, o ex-chefe do Palácio de Ondina destacou que as negociações ainda não foram finalizadas e que o diálogo com partidos aliados seguirá nos próximos meses. O senador também citou conversas em andamento com o PSD e com lideranças como o senador Angelo Coronel e o deputado federal Diego Coronel.
“Ainda falta a gente continuar conversando (…) para ver como é que a gente monta alguma coisa e todo mundo se senta medianamente atendido”, continuou.
O petista aproveitou a oportunidade para também fazer comparações entre o desempenho do grupo governista com o da oposição, liderado pelo ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil). De acordo com Wagner, a base aliada do PT tem se mostrado politicamente “fértil” para o crescimento dos partidos.
“Quem planta aqui no grupo cresce. Avante cresceu, PSD cresceu, PSB cresceu, PC do B cresceu, o PT, o PV, Solidariedade. Vá ver do outro lado. Mostra aí qual foi o partido que cresceu do lado de lá. Não conheço”, alfinetou.
O ex-chefe do Executivo baiano ainda fez questão de avaliou que o presidente da República Lula Inácio Lula da Silva (PT) e o governador Jerônimo Rodrigues iniciaram o ano com melhora na avaliação popular, mas ponderou que o resultado eleitoral é imprevisível e; também defendeu que o foco do grupo deve permanecer na apresentação de resultados de gestão.
“Eu não brinco com a eleição. A eleição você só sabe o resultado na hora que abre a urna. Se fosse pesquisa, eu não estava eleito, se fosse pesquisa Rui não estava eleito, se fosse pesquisa meu amigo governador Jerônimo Rodrigues também não estava eleito. Eu estou trabalhando mostrando o que a gente fez em todas as áreas”, finalizou.



