O empresário e pré-candidato a deputado, Ditinho, disse na manhã desta sexta-feira (23) que ainda é cedo para qualquer definição sobre quem deve assumir a candidatura a deputado federal que vinha sendo articulada por Alan Sanches (União Brasil), que morreu no dia 17 vítima de um infarto. Nos bastidores da política baiana, aliados discutem uma possível composição envolvendo Ditinho e o vereador Duda Sanches (União Brasil), filho do parlamentar.
A declaração de Ditinho aconteceu durante a missa em memória de Alan Sanches que foi realizada na capital baiana. De acordo com Ditinho, o momento é de luto e reflexão, e não de decisões políticas.
“É uma celebração de tudo que Alan fez, o legado que ele deixou, a pessoa que ele foi, o pai que ele foi, o amigo, o irmão, o filho. Então isso é uma maneira de a gente celebrar isso hoje e saber que a Bahia tem um pedacinho de Alan”, declarou.
Ao ser indagado sobre as articulações em torno da sucessão política após a morte do deputado — já que Ditinho e Alan atuavam juntos e havia a expectativa de uma candidatura articulada —, o empresário o evitou antecipar movimentos e afirmou que qualquer decisão passará por consultas internas.
“Olha, tá muito cedo pra gente tomar qualquer decisão. A gente tá aqui hoje, celebrando a missa do sétimo dia. Então, assim, é coisa pra gente conversar com a base, conversar com o nosso líder maior, que é o ACM Neto. É coisa pra gente refletir”, acrescentou.
O até então pré-candidato a deputado estadual reconheceu que sempre teve o desejo de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, mas fez questão de destacar que não tomará decisões isoladas nem sem diálogo com a família de Alan.
“A vontade de ser federal, eu sempre tive, e abrir para o amigo e irmão meu. Ajudei ele na própria campanha dele. Mas, decisões nenhuma, a gente vai tomar sem consultar a base, sem consultar a família, sem consultar o nosso líder, que é Neto”, continuou.
Ditinho ainda aproveitou a ocasião para comentar o impacto da morte de Alan Sanches em Santo Antônio de Jesus e no Recôncavo baiano, e ressaltou que a comoção extrapolou a região e alcançou todo o estado.
“Na realidade, nem só em Santo Antônio. A Bahia parou. Se você olhar, eu estava vendo no Instagram de Alan, cresceu 10 mil seguidores dentro de um dia, dois dias. O meu, só porque eu estava ligado a ele, cresceu 2 mil seguidores em um dia. Então você vê que isso foi uma repercussão em nível Bahia”, complementou.
De acordo com ele, as homenagens evidenciaram a dimensão política e pessoal do parlamentar. “Você vê que o jogo do Bahia parou em um minuto de silêncio, em homenagem ao Alan. Então assim, não só foi Santo Antônio de Jesus, não só foi Salvador que perdeu, foi a Bahia inteira”, afirmou.
Antes de finalizar, Ditinho ainda falou da relação próxima de Alan Sanches com o município. “Santo Antônio de Jesus era a segunda casa dele, não sei se seria a segunda ou a primeira. Ele fazia política aqui, tinha muita amizade, muito político. Ficou todo mundo muito triste, parou tudo. É uma emoção muito grande”, finalizou.



