Vereador criticou desprezo de ambulantes por parte do Governo do Estado
O vereador Sandro Filho (PP) participou, na manhã desta quinta-feira (22), do protesto realizado por ambulantes que trabalhavam na antiga Rodoviária de Salvador. A manifestação ocorreu na Avenida Antônio Carlos Magalhães (ACM) e reuniu trabalhadores informais que afirmam ter sido esquecidos pelo Governo do Estado após a inauguração da nova rodoviária, em Águas Claras.
Com cartazes e palavras de ordem, os ambulantes cobraram uma solução imediata para a perda de clientela e denunciaram a falta de diálogo por parte do Executivo estadual. “Governador, não somos cachorros, precisamos de sua atenção”, dizia um dos cartazes. Em outro, a mensagem era direta: “Queremos trabalhar. Não temos clientes”.
Ao se juntar aos manifestantes, Sandro Filho fez duras críticas ao governador Jerônimo Rodrigues, acusando o Estado de promover o que classificou como “abandono social do amor”, ao não apresentar qualquer alternativa para os trabalhadores impactados pela mudança da rodoviária.
“O governo adora discurso social, mas na prática abandona quem mais precisa. Isso aqui é o abandono social do amor. Essas pessoas não foram ouvidas, não foram transferidas e não receberam nenhuma alternativa para continuar trabalhando”, afirmou o vereador.
Sandro também cobrou sensibilidade do governador e criticou a condução do projeto da nova rodoviária. “Você não pode inaugurar uma obra e simplesmente apagar do mapa centenas de famílias que sobreviviam daquele fluxo. Jerônimo precisa sair da ‘Jerolândia’ e olhar para a vida real”, disse.
Segundo os ambulantes, desde a desativação da antiga rodoviária, não houve qualquer plano de realocação, cadastro ou política pública voltada para absorver esses trabalhadores no novo terminal. Muitos relatam estar sem renda fixa desde a mudança.
O vereador afirmou que levará a pauta à Câmara Municipal de Salvador e prometeu pressionar o Governo do Estado por uma solução concreta. “Não é favor. É dever do Estado garantir dignidade e trabalho a essas pessoas”, concluiu.



