Zé Cocá alerta que explosão de custos pode “invibilizar” o São João e propõe teto para cachês

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Prefeito de Jequié diz, em evento da UPB, que festa na cidade pode saltar de R$ 5 mi para R$ 15 mi em pouco tempo se alta de preços persistir; articulação busca preço médio com MP e TCE

Em um alerta contundente sobre o futuro das festas populares, o prefeito de Jequié e ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Zé Cocá (PP), defendeu nesta terça-feira (20) a criação urgente de um teto para os gastos com cachês de artistas e infraestrutura. Durante reunião na sede da entidade, em Salvador, o gestor afirmou que a “inflação” no setor artístico ameaça inviabilizar a realização do São João em municípios de pequeno e médio porte nos próximos anos.

Segundo Zé Cocá, a escalada de preços é tão desproporcional que projeta um cenário catastrófico para Jequié. “Se o ritmo de aumento persistir, o custo do São João de Jequié pode saltar de R$ 5 milhões** para quase **R$ 15 milhões em curto prazo”, alertou o prefeito. Ele criticou a lógica do “leilão” de datas, em que valores que antes bancavam festas inteiras hoje não cobrem sequer a montagem de palcos.

Proposta: Diálogo com MP e TCE por preços médios
Para enfrentar o problema, Cocá propôs que a UPB, sob a presidência de Wilson Cardoso, lidere um diálogo com o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para estabelecer critérios e definir “preços médios de mercado”. A medida visa dar transparência e um parâmetro justo de custo, protegendo as prefeituras de pressões inflacionárias.

O gestor de Jequié, que recentemente abriu edital para credenciar artistas para o São João 2026, reforçou que o objetivo não é acabar com a tradição, mas garantir a sustentabilidade financeira dos municípios. “A intenção é garantir que os municípios tenham condições reais de pagar pelas festas sem comprometer serviços essenciais”, afirmou.

Fôlego Fiscal como Pré-requisito

A discussão sobre os custos das festas ocorreu paralelamente a outra mobilização crucial na UPB: o apoio à PEC nº 5/2025, articulada pelo senador Angelo Coronel (PSD), que reduz a alíquota do INSS para municípios do interior para 8%. Para os prefeitos, a aprovação desta PEC e do SIMPLES Municipal (PLP 51/2021) é condição essencial para equilibrar as contas públicas em 2026, liberando recursos que, de outra forma, seriam consumidos por dívidas previdenciárias, e assim salvaguardar a cultura popular baiana.

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