Bruno Reis diz que Prefeitura busca patrocínio para fortalecer blocos afros e culturais

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O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou que a Prefeitura está buscando alternativas para viabilizar patrocínios e ampliar o apoio financeiro aos blocos afros e culturais da capital, especialmente por meio da Lei Wanda Chase. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa no Festival Virada Salvador.

Segundo o gestor, a intenção é criar mecanismos semelhantes aos já adotados para outros segmentos do Carnaval, garantindo ajuda de custo e fortalecendo as entidades culturais. “A prefeitura tem que viabilizar patrocínio. Assim como foi feito com os blocos de pipoca, a gente pode viabilizar algum patrocínio com ajuda de custo”, afirmou.

Bruno Reis destacou ainda o compromisso da gestão em diversificar a programação dos grandes eventos da cidade, citando a inclusão do reggae após demandas do público. “Ano passado, depois que anunciamos a grade, muita gente dizia: ‘Prefeito, o Carnaval tem todo esse estilo musical, mas não tem reggae’. E nós nos comprometemos com isso”, disse.

Como exemplo do resultado positivo da iniciativa, o prefeito mencionou a apresentação do cantor Edson Gomes. “Este ano teve Edson Gomes, e ele ficou muito feliz porque deve ter sido um dos maiores públicos da vida dele. É bom quando o artista se sente bem, quando o público interage e todo mundo sai feliz”, destacou. Segundo ele, novas apresentações do artista e do gênero devem ocorrer futuramente. “É óbvio que em outras oportunidades Edson vai tocar aqui com a gente, para trazer o reggae e chamar a atenção para muitos problemas que a sociedade enfrenta hoje”, completou.

O prefeito também anunciou avanços na política de apoio aos blocos afros e culturais. “Amanhã a gente sanciona a lei, que prevê o pagamento de um prêmio para todos os blocos afros e culturais que desfilaram no Carnaval”, afirmou.

Ao comentar a situação de entidades que não foram contempladas pelo programa Ouro Negro, Bruno Reis reconheceu as dificuldades, mas ressaltou que muitas delas já recebem apoio municipal. “A gente não tem como assumir o fato de que 52 entidades não foram contempladas com o Ouro Negro. Mas muitas delas já recebem apoio da prefeitura e agora, em especial, com o patrocínio da Lei Wanda Chase”, explicou.

Por fim, o gestor defendeu a análise individual de cada caso e o diálogo institucional como caminho para ampliar o suporte aos grupos culturais. “Vamos ter que olhar caso a caso, ver a realidade de cada um e que apoio a gente pode dar a mais. É importante se mobilizar, dialogar com o Ministério Público e buscar um caminho para não ficar sem esse apoio”, concluiu.

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