O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), comentou nesta segunda-feira (29) as críticas feitas pelo cantor Edson Gomes à classe política durante apresentação no Festival Virada Salvador e afirmou que as mensagens não se aplicam ao grupo político que administra a capital baiana.
A declaração foi dada em entrevista durante a terceira noite do evento, realizado na Arena O Canto da Cidade, no bairro da Boca do Rio. Na ocasião, Bruno Reis elogiou a apresentação do artista e ressaltou a importância do papel social exercido por Edson Gomes, conhecido nacionalmente por letras com forte conteúdo político e de denúncia social.
“Edson Gomes fez um grande show, é um grande artista. Ele deu a opinião dele, que se enquadra a muitos políticos, mas graças a Deus esse time que está aqui não veste a carapuça e não faz parte do rol das músicas dele”, afirmou o prefeito.
Segundo Bruno Reis, as críticas feitas pelo cantor fazem parte de uma tradição histórica da música como instrumento de reflexão e alerta sobre os problemas enfrentados pela população. Para o gestor, manifestações artísticas desse tipo são legítimas e contribuem para o debate público.
“O outro, através da música, chama a atenção para as necessidades e os problemas que as pessoas enfrentam, e isso é importante. É importante que existam artistas com essa preocupação social, que sejam porta-vozes dos dilemas das pessoas e chamem a atenção para os maus exemplos que muitos políticos dão, como corrupção e outras práticas”, destacou.
Durante a coletiva, Bruno Reis também comentou o papel da oposição no cenário político e rebateu declarações do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O prefeito afirmou que cabe à oposição atuar como representante das demandas da sociedade, dando voz às dificuldades enfrentadas pela população.
“O trabalho da oposição é ser o porta-voz da sociedade. Os problemas que a sociedade está enfrentando, das dificuldades, sendo a voz de muitas pessoas que não conseguem ser ouvidas. Cabe a qualquer governante admitir que os problemas existem e enfrentá-los, não dar as costas nem contestar fatos, números e acontecimentos do dia a dia do Estado e da vida das pessoas”, concluiu.



