A primeira-dama de Salvador, Rebeca Cardoso, natural do município de Uauá, no sertão baiano, celebrou neste sábado (27) a concessão do título de Cidadã Soteropolitana e relembrou sua trajetória pessoal marcada pelas raízes no interior da Bahia. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa realizada na sala de imprensa da Arena O Canto da Cidade, antes da abertura oficial do Festival Virada Salvador 2026.
Em tom emocionado, Rebeca destacou o significado do reconhecimento concedido pela capital baiana e fez um resgate de sua história de vida. “É uma honra receber o título de cidadã soteropolitana. Eu que sou do interior, lá de Uauá, do sertão. Quando a gente faz uma retrospectiva de onde veio e onde chegou, é uma sensação muito boa de superação e de vitória”, afirmou.
A primeira-dama descreveu as dificuldades enfrentadas no município onde nasceu, ressaltando a realidade do semiárido. “Sou do interior bem pequeno, onde a terra é rachada. Até hoje, lá só cai água de 15 em 15 dias. A maioria das pessoas não tem nem noção do que é viver assim”, relatou. Apesar dos desafios, Rebeca fez questão de valorizar Uauá, destacando o desenvolvimento da cidade e a capacidade de seus moradores. “É um lugar com pessoas muito capacitadas, inteligentes e vitoriosas. Muitos colegas da minha época saíram de lá e construíram suas vidas”, completou.
Mesmo vivendo atualmente em Salvador, Rebeca reforçou que mantém fortes vínculos com o município natal. Segundo ela, ainda possui casa em Uauá, onde residem familiares como tios, e mantém uma relação afetiva constante com a cidade. “Minha mãe mora comigo desde que engravidei, mas ela diz que mora lá. Tem a casinha dela, meus tios moram lá. Minhas raízes continuam muito vivas”, disse.
Ao falar sobre sua trajetória em Salvador, a primeira-dama destacou a cidade como espaço de conquistas pessoais e profissionais. “Construir minha vida aqui em Salvador foi uma vitória muito grande. Foi aqui que construí minha família, onde meu filho nasceu e onde estou terminando minha formação”, afirmou. Rebeca contou que iniciou os estudos na área de enfermagem e atualmente está concluindo o curso de medicina.
Ela também ressaltou a relação próxima que mantém com a população soteropolitana, especialmente por meio do trabalho social e da atuação junto a comunidades da capital. “Tenho uma história nessa cidade e com essas pessoas. Conheço muita gente aqui, não só do meio que eu vivo, mas também das comunidades, pelo trabalho que faço nas campanhas de Bruno e pelo núcleo da primeira infância”, explicou.
Ao final, Rebeca Cardoso afirmou sentir-se parte integrante de Salvador e destacou a importância simbólica do título recebido. “Eu acho que já faço parte dessa cidade e me sinto muito honrada por esse reconhecimento”, concluiu.



